SOBRE A SEMÂNTICA E A PRAGMÁTICA DO PERFECTIVO

Roberta Pires de Oliveira, Renato Miguel Basso

Resumo


Este texto apresenta uma proposta semântico

pragmática para dar conta da nossa intuição de que eventos télicos durativos no perfectivo não veiculam semanticamente o alcance do telos, explicando por que ‘João construiu a casa, mas não terminou’ não é uma sentença contraditória. Inicialmente apresentamos a proposta para a semântica do perfectivo feita por Klein (1994), que é lida numa chave segundo a qual os eventos télicos perfectivos acarretam o alcance de seu telos. Mostramos que isso não é empiricamente o caso. Em seguida, analisamos a proposta de solução oferecida por Singh (1998). Argumentamos que sua saída leva a problemas: não há critérios linguísticos para a determinação de eventos graduais, a proposta de ambiguidade leva a uma regressão ao infinito e não capta a nossa intuição. Por fim, apresentamos a nossa proposta que lança mão de uma teoria de implicaturas conversacionais generalizadas (implicatura-I) e uma leitura mais “frouxa” da proposta de Klein, em que o perfectivo é claramente uma noção temporal, e, portanto, indeterminado quanto ao alcance do telos.


Palavras-chave


Perfectividade, Telicidade, Semântica/Pragmática

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v81i0.17327

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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