As controvérsias raciais em Otelo de William Shakespeare

Célia Arns de Miranda

Resumo


A tragédia Otelo, o Mouro de Veneza, ao colocar em foco as controvérsias geradas pelo confronto entre culturas, raças, ideologias, gêneros, entre o público e o privado, entre os colonizadores e os colonizados, evidencia de uma forma contundente o que tem caracterizado a experiência diaspórica da humanidade, fato que não está mais circunscrito ao processo da aventura euro-imperial desde 1492, mas que se tornou uma condição arquetípica da modernidade. As questões raciais que são flagradas dentro da peça ressoam com o racismo que é vivenciado fora dela. Pergunta-se: Qual é o lugar que um homem negro ocupa na história? É por esse prisma que o estudo dessa tragédia não pode prescindir de uma abordagem da crítica pós-colonialista que se debruça sobre a análise da relação entre o discurso e o poder.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v77i0.14576

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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