SER OU NÃO SER JUDEU: SUBVERSÃO DE ESTEREÓTIPOS RACIAIS EM "O MERCADOR DE VENEZA" DE SHAKESPEARE

Anna Stegh Camati

Resumo


As ressurgências de preconceitos e discriminações no século XXI nos convidam a refletir sobre O Mercador de Veneza, cuja problemática continua sendo atual. Nesta peça, Shakespeare revela os mecanismos da lógica maniqueísta, vira os estereótipos de cabeça para baixo e manipula os conceitos das construções culturais com grande sutileza. O dramaturgo toma como objeto de análise e reflexão o ódio racial, religioso e cultural entre o judeu e o cristão, atados em simbiose econômica na Veneza renascentista, centro do capitalismo emergente, e mostra a explosão dos ódios e agressividades de ambos os lados decorrente da intolerância recíproca em suas relações de oposição e dependência. No processo de desmistificação da ideologia dominante, o bardo aponta o poderio econômico do judeu como uma das causas de sua demonização.

Palavras-chave


Alteridade; Shakespeare, "O Mercador de Veneza".

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v77i0.12372

Revista Letras - ISSN 0100-0888 (versão impressa) e 2236-0999 (versão eletrônica)

 

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