Guaju

Guaju – Revista Brasileira de Desenvolvimento Territorial Sustentável é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial Sustentável, da Universidade Federal do Paraná. Tem por missão publicar artigos, ensaios bibliográficos, relatos de práticas, resenhas, conferências e dossiês sobre temas socioambientais, mantendo uma linha interdisciplinar, com contribuições de pesquisas inéditas relacionadas às áreas de socioeconomia e saberes locais, redes sociais e políticas públicas, ecologia e biodiversidade.

Notícias

 

Chamada de artigos

 

DOSSIÊ: Gênero, território e decolonialidade

Data para submissão de artigos: 30/03/2019

Organização: Natália Tavares de Azevedo, Katya Regina Isaguirre-Torres, Carolina dos Anjos

A Guaju – Revista Brasileira de Desenvolvimento Territorial Sustentável convida pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento a colaborarem com artigos para o dossiê temático Gênero, território e decolonialidade, que será publicado na sua próxima edição.

Nas últimas décadas observou-se em toda América Latina, em decorrência dos modelos hegemônicos de desenvolvimento, uma intensificação dos processos de despossessão de povos originários, comunidades tradicionais, bem como de comunidades urbanas, engendrando diversos conflitos territoriais em toda a região. Tal conjuntura é entendida como expressão da colonialidade constitutiva do “sistema-mundo patriarcal/capitalista/colonial/moderno”, baseado na hierarquização e subalternização racial, de gênero e de classe.

Nesse cenário, tem-se observado distintas formas de r-existência desses grupos sociais, que, muito além de meramente reativos, anunciam e demandam novas formas de vida, na qual a busca por autonomia, emancipação e reconhecimento de sua diversidade histórica, cultural e social ganham relevo. Destaca-se o papel que as mulheres têm tido nessas lutas, com forte presença nos movimentos e organizações sociais que denunciam a violação de seus direitos – entre indígenas, camponeses, quilombolas, pescadoras, mulheres negras e trabalhadoras urbanas – e os diversificados sujeitos sociais que têm ganhado visibilidade na luta por território. Esse destaque revela não a expressão de um essencialismo, das mulheres como reflexo passivo da terra, mas sobretudo da terra lhes servindo ativamente em sua representação de liberdade e emancipação.

Neste volume, tem-se como proposta trazer ao debate esses processos, as lutas e resistências, a construção de alternativas e as formas de organização de povos e comunidades em situações de conflito territorial e despossessão, nas florestas, nas áreas rurais, nas águas e nas cidades. Espera-se que os artigos submetidos reflitam sobre o papel e o protagonismo que as mulheres têm conquistado, enfocando dimensões epistêmicas, políticas, culturais, econômicas, históricas e territoriais. Também serão aceitos artigos que abordem a temática em interface com o Estado e as políticas públicas. Encoraja-se particularmente o envio de produções feitas por pesquisadoras.


 
Publicado: 2019-01-15
 
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