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Ensinando alfabetização científica

John E. Penick

Resumo



Como a alfabetização em ciências não se define em uma frase ou duas,
temos consistência considerável nas descrições das características das pessoas
alfabetizadas em ciências. Estas descrições prevêem que uma pessoa
que aprecia as ciências e o esforço científico usa as ciências diariamente e
se sente impelida a aprender ciências quando é necessário.
Enquanto pouca evidência existe para mostrar o valor econômico da alfabetização
em ciências, a maioria concorda que as características descritas
são aquelas que queremos para nós mesmos e para outros. Ninguém estaria
contra o ato de deter os atributos relacionados pela AAAS ou pela NSTA.
O maior tópico é, talvez, a redução da quantidade de conhecimento
específico como parte da estrutura da meta. Contudo, grupos (tais como a
NSTA e a AAAS) que têm tentado especificar o conhecimento exato a ser adquirido não têm ganho apoio global para estas listas. A maior parte das
evidências mostra que podemos melhorar a alfabetização em ciências
(conforme definido pela AAAS e pela NSTA) e os melhores procedimentos
para se fazer isto são relativamente claros e provavelmente igualmente
relevantes para uma variedade de áreas de disciplinas escolares. Os professores
devem promover a alfabetização em ciências aberta e diretamente,
mas através de estratégias didáticas que são consideravelmente diferentes
da norma. Os professores (e seu ambiente de sala de aula) devem estar
abertos intelectualmente com oportunidades sistemáticas para a tomada de
decisão por parte dos alunos e também para agir. Os alunos construirão
seus próprios significados; nossa tarefa é nos assegurarmos de que estes
significados são congruentes com a realidade desejada, enquanto os ajudamos
a aprender como usar o que eles construíram.
Como sabemos há anos, tudo isto demanda um professor bem habilitado e
com alto grau de profisssionalismo; um professor que aprenda com os
alunos, que estimule e que, sobretudo, crie um ambiente seguro onde as
idéias e os tópicos possam florescer. O professor, como o jardineiro, não
pode fazer com que as sementes germinem. Porém, os dois podem
preparar o ambiente, lutar para eliminar interferências e propiciar o crescimento
desejado. E, ambos, requerem habilidade, educação e considerável
abstração e previsão.


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