PROTAGONISMO FEMININO NEGRO
A EXPERIÊNCIA FORMATIVA NO QUILOMBO SAPÉ, IGREJA NOVA, ALAGOAS
DOI:
https://doi.org/10.5380/diver.v18i1.100061Palavras-chave:
Educação do campo, Organização Coletiva, Mulheres Negras, Resistência, AgroecologiaResumo
As desigualdades de gênero no contexto rural são marcadas pelo patriarcado, machismo estrutural e divisão sexual do trabalho que relegam as mulheres á posições de subordinação e invisibilidade. A lógica capitalista agrava essa realidade ao intensificar a exploração do trabalho feminino e dificultar o acesso a direitos e a participação política. Frente a esse cenário, o estudo apresenta a Educação do Campo e a Agroecologia como estratégias de transformação social, destacando a experiência formativa do curso de associativismo voltado para mulheres quilombolas no povoado Sapé, em Igreja Nova, Alagoas. A proposta culminou na formalização da associação liderada por mulheres negras, promovendo o protagonismo, por meio da valorização de saberes tradicionais e da formação cidadã. A análise é fundamentada nos conceitos de Interseccionalidade (Collins e Bilge, 2021); Patriarcado (Saffioti, 2004); Educação do campo (Caldart, 2004); Método (Freire, 1987; 2015); Capitalismo (Marx; Engels, 2010); Hegemonia (Gramsci, 2010) e (Sabourin, 1999) sobre a compreensão da organização coletiva por meio do associativismo.
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