A PARTILHA DE INFORMAÇÃO COM FAMILIARES EM UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO: IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDA POR ENFERMEIROS

Elisabete Saiote, Felismina Mendes

Resumo


Perante o internamento do doente numa unidade de terapia intensiva, os familiares desejam obter informação e procuram o enfermeiro, o qual cada vez mais se centra em atividades de “lifesaving”. O presente estudo analisa o posicionamento dos enfermeiros de uma unidade de terapia intensiva sobre a importância da partilha de informação entre enfermeiros e familiares de doentes internados. Trata-se de estudo exploratório e descritivo, utilizando como instrumentos de coleta de dados a entrevista semiestruturada a doze enfermeiros. A análise dos dados permitiu concluir que os enfermeiros ignoram as necessidades da família relativas à comunicação, colocando-as em segundo plano na sua esfera de prioridades; na sua prática, predominam atividades tecnicistas valorizadas pela profissão. Os profissionais justificam a fuga à comunicação com o excesso de trabalho e a falta de tempo. Identificaram-se também como fatores limitadores da comunicação as características inerentes à unidade de terapia intensiva e às dificuldades do processo comunicativo.

Palavras-chave


Informação; Comunicação; Família; Enfermagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v16i2.21814 ';





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Versão impressa ISSN 1414-8536 (para edições publicadas até 2014)

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