Perseguindo horizontes:
por uma Formação mais Hermenêutica na Educação Química
DOI:
https://doi.org/10.5380/vrpect.3.103854Palavras-chave:
Formação de Professores, Bildung, EnsaioResumo
Este ensaio discute a Formação de Professores de Química a partir das contribuições da Hermenêutica Filosófica. Partindo da valorização da história e do diálogo na constituição do campo da Educação Química, propõe-se pensar a formação docente para além da racionalidade técnica, instrumental e conteudista fomentada na contemporaneidade através das (contra)reformas. A partir das ideias de Bildung e da hermenêutica gadameriana, discute-se à possibilidade de uma formação que reconheça a historicidade, o diálogo e a constituição humana como centrais. Além disso, realiza-se um exercício de análise, inspirado na Análise Textual Discursiva, mediante dois movimentos, fenomenológico e hermenêutico, da matriz curricular de um curso de Licenciatura em Química, no qual emergiu a necessidade de fortalecer espaços de reflexão filosófica e ontológica acerca da Química e/ou da Filosofia da Ciência. Conclui-se que uma Educação Química mais hermenêutica pode oferecer caminhos para uma formação mais humanizada, crítica, histórica e comprometida com a transformação social.
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