Experimentação no Ensino de Química e Laboratório Didático Móvel (LDM)

uma análise do manual de atividades práticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/vrpect.3.103607

Palavras-chave:

Análise Documental, Atividades experimentais, Ensino de Química, Educação Básica, Mato Grosso do Sul

Resumo

A inserção de atividades experimentais no ensino de Química constitui uma importante estratégia para aproximar os conteúdos científicos da realidade escolar e favorecer a participação dos estudantes na construção do conhecimento. Apesar da relevância atribuída às atividades experimentais, muitas escolas públicas brasileiras ainda enfrentam dificuldades relacionadas à ausência de laboratórios, à limitação de materiais e à falta de espaços adequados para a realização de aulas práticas. Considerando estas condições precárias enfrentadas pelas escolas, unidades do Laboratório Didático Móvel (LDM) comercializado pela empresa Autolaborã foram adquiridos pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul para atender escolas da rede estadual de ensino. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar o Manual de Atividades Práticas de Química que acompanha o LDM, investigando as características e a classificação das atividades experimentais propostas. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi desenvolvida por meio de análise documental e análise de conteúdo, conforme Bardin (2016). O corpus da pesquisa foi constituído pelas atividades experimentais presentes na Parte II do manual, destinadas ao componente curricular de Química nos três anos do Ensino Médio. As atividades foram classificadas em empírico-indutivistas, demonstrativas, ilustrativas, investigativas, conceituais e técnicas, conforme a classificação proposta por Leite (2018). Os resultados indicam predominância de atividades demonstrativas e ilustrativas, com menor presença de práticas investigativas. Observou-se também uso restrito de instrumentos laboratoriais, ausência de ilustrações em parte dos roteiros e detalhamento metodológico limitado, aspectos que podem reduzir a autonomia dos estudantes e do professor na condução das atividades experimentais. Concluímos que, embora o LDM ofereça recursos significativos para o ensino de Química, ajustes na descrição e detalhamento das atividades são necessários com base na análise documental desenvolvida neste trabalho.

Biografia do Autor

Natanaeli Machado dos Santos, UEMS

Natanaeli Machado dos Santos é mestranda em Educação Científica pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil. Desenvolve pesquisas na área de Ensino de Ciências, com foco em Educação Científica. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-7966-6779. E-mail: natanaelimachado34@gmail.com.

Antonio Rogério Fiorucci, UEMS

Antonio Rogério Fiorucci é Doutor em Ciências (Química Analítica) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atua na área de Química, com ênfase em Química Analítica. Atualmente está vinculado à Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9441-1561. E-mail: arfiorucci@uems.br.

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Machado dos Santos, N., & Rogério Fiorucci, A. (2026). Experimentação no Ensino de Química e Laboratório Didático Móvel (LDM): uma análise do manual de atividades práticas. Vestigare: Revista De Pesquisas Em Educação, Ciências E Tecnologias, (3), 76–99. https://doi.org/10.5380/vrpect.3.103607

Edição

Seção

Dossiê XIX Encontro do Centro-Oeste de Debates sobre o Ensino da Química (ECODEQ)