Cultura e neocolonialismo em "O velho e o mar", de Ernest Hemingway: uma análise pós-colonial
DOI:
https://doi.org/10.5380/rvx.v19i3.94557Keywords:
Cultura, Neocolonialismo, Pós-colonialismo, Ernest Hemingway.Abstract
Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura pela obra O velho e o mar (1952), Ernest Hemingway (1899-1961) foi um escritor que, pela sua narrativa clara, objetiva e baseada em algumas de suas experiências pessoais, é considerado um autor relevante na literatura norte-americana. Apesar de não ser o foco narrativo de sua prosa, é possível identificar aspectos referentes ao imperialismo a partir de quando se aplica a estratégia de releitura pós-colonial no texto literário (Bonnici, 2000), sobretudo na influência do neocolonialismo na formação cultural do Outro enquanto sujeito colonizado. Desse modo, a proposta deste artigo é apresentar O velho e o mar, cuja abordagem se baseia nos Estudos Pós-coloniais, em vista dos aspectos culturais americanos e cubanos que, no decurso narrativo, são frequentemente ilustrados. No referido texto, a existência de elementos alusivos aos Estados Unidos e à Cuba no comportamento e vivência dos personagens são fundamentais para a interpretação dos fatores que, de certa forma, representam uma sociedade híbrida no que se refere à formação de sua identidade cultural. Ilustram-se, assim, imagens de seres humanos determinados pelas ordens neocoloniais, leitura esta que dialoga com a ótica adotada para análise de produções literárias situadas em países afetados pela prática colonial.
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