O contrato de felicidade conjugal proposto às mulheres: uma análise semiótico-discursiva sob a perspectiva de uma vítima de violência doméstica
DOI:
https://doi.org/10.5380/rvx.v18i2.90747Keywords:
Violência doméstica e familiar contra a mulher, Semiótica Discursiva, Percurso da manipulação, Estratégias de manipulação.Abstract
De acordo com um estudo mais recentemente empreendido na área de Letras a partir do ferramental teórico-metodológico encontrado na Semiótica Discursiva, o contrato de felicidade conjugal desponta como uma das principais razões em nome das quais as mulheres vítimas de violência doméstica tanto ingressam em relacionamentos marcados por uma ou mais formas de agressão quanto neles muitas vezes permanecem por longos períodos – inclusive “até que a morte [dela] a separe” do então “companheiro”. Todavia, conquanto essas e outras pesquisas sigam avançando no que respeita ao entendimento dessas motivações, o mesmo não se pode afirmar em relação a quem seriam os destinadores desse contrato e quais estratégias eles empregariam a fim de propô-lo. Nesse contexto, valendo-se de um depoimento coletado de uma página do Instagram dedicada a sobreviventes de abusos, o objetivo deste estudo consiste em melhor compreender, sob a perspectiva de uma vítima de violência doméstica, por meio de quem e como esse contrato de felicidade conjugal é apresentado para/junto às mulheres. Para tanto, o trabalho igualmente se apoia nas contribuições de natureza semiótico-discursiva, mediante as contribuições de Barros (2005, 2016) e de Fiorin (1996, 2016), com base nas quais desvela o fazer persuasivo de dois sujeitos operadores.
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