BOAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS EMPRESAS BRASILEIRAS E O DILEMA RISCO-RETORNO
DOI:
https://doi.org/10.5380/rcc.v3i3.21730Palavras-chave:
Governança Corporativa. Risco. Retorno.Resumo
Ao aderir às boas práticas de governança corporativa, as empresas conseguem usufruir de um conjunto de benefícios, dentre os quais se destaca a diminuição do risco. Desse modo, com base no dilema risco-retorno, os investidores exigiriam menores retornos das empresas com menores riscos. A pesquisa que deu origem ao presente artigo teve como objetivo investigar a relação existente entre a adesão às boas práticas de governança corporativa, o risco e o retorno. Parte-se da hipótese de que as empresas com maior adesão às boas práticas de governança corporativa apresentam menor risco e menor retorno. Trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, que adotou procedimentos bibliográficos e documentais e de natureza quantitativa, reunindo uma amostra de 266 empresas brasileiras listadas na BM&FBovespa no ano 2009. As variáveis risco e retorno foram mensuradas, respectivamente, pelo desvio-padrão do Lucro Antes dos Juros e Impostos (EBIT) sobre o Ativo Total e pelo retorno sobre o Patrimônio Líquido inicial, ambos obtidos na base de dados do software Economática®. Já quanto à variável governança corporativa, a adesão às boas práticas foi estabelecida pela listagem nos segmentos da BM&FBovespa. Para a avaliação estatística da correlação entre as variáveis foi utilizada a Análise de Correspondência múltipla. Os resultados da pesquisa evidenciaram que uma maior adesão às boas práticas de governança corporativa está associada a um risco médio-baixo e a um retorno médio-baixo, havendo, assim, subsídios para rejeição da hipótese da pesquisa.
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