Entre calçadas e destinos: analisando a caminhabilidade na principal avenida de Campina Grande

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/raega.v65i1.101632

Resumo

Esta pesquisa avaliou as condições de caminhabilidade no trecho central da Avenida Floriano Peixoto, principal avenida da cidade de Campina Grande, sob a perspectiva do pedestre. Para isso, foram aplicados questionários presenciais e virtuais do tipo survey, com 405 pedestres. Os resultados identificaram que as dimensões: função urbana e conforto foram os aspectos que mais apresentaram pontos críticos. Os estacionamentos, a presença de elementos de proteção contra intempéries, as dimensões, conectividade e atributos da rota obtiveram avaliações positivas, especialmente em decorrência da acessibilidade a pontos de apoio e a presença de pedestres nos períodos matutino e vespertino, revelando que as condições de caminhada na avenida são neutras, na medida em que algumas variáveis são avaliadas positivamente, e outras precisam de atenção do poder público.

Biografia do Autor

Ana Cecília Feitosa de Vasconcelos, Universidade Federal de Campina Grande

Doutorado em Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil(2019)
Professor Adjunto da Universidade Federal de Campina Grande , Brasil

Edvan Cruz Aguiar, Universidade Federal de Campina Grande

Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Estadual da Paraíba UEPB. Mestre e Doutor em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco PROPAD/UFPE, tendo realizado estágio doutoral na Georgia State University (J. Mack Robinson College of Business).

Laura Katarina Pereira Aragão, Universidade Federal de Campina Grande

Mestranda em Administração (UFCG)
Graduada em Administração (UFCG)

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Publicado

2026-04-24

Como Citar

Gomes Lopes, A. I., Cecília Feitosa de Vasconcelos, A., Cruz Aguiar, E., & Katarina Pereira Aragão, L. (2026). Entre calçadas e destinos: analisando a caminhabilidade na principal avenida de Campina Grande. Ra’e Ga: O Espaço Geográfico Em Análise, 65(1), 90–116. https://doi.org/10.5380/raega.v65i1.101632