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Chamada de artigos - Cinema e História: políticas de representação

 

ENVIO ATÉ 26/09/2021

Dossiê Cinema e História: políticas de representação

Organizadores:
Profa. Dra. Rosane Kaminski (Universidade Federal do Paraná)
Prof. Dr. Pedro Plaza Pinto (Universidade Federal do Paraná)
Profa. Dra. Carolina Amaral de Aguiar (Universidade Estadual de Londrina)
Prof. Dr. Fábio Uchôa (Universidade Anhembi Morumbi)

A relação entre Cinema e História consolidou um campo de estudos transdisciplinar, que reúne metodologias e problemáticas diversas. Entre as várias possibilidades de
pensar essa relação, é possível considerar o cinema como um espaço de construção, reafirmação e reconfiguração de identidades e diversidades. Os filmes, em suas mais
variadas apresentações, constantemente se relacionam ao fomento de narrativas sobre nação, região ou territórios; representações de gênero, de raça, de
pertencimento, de geração ou comunidade. Nesse sentido, o cinema se torna objeto da História Cultural, Política e Social ao promover ou questionar imaginários,
participar da memória coletiva e propagar discursos. Tal amplitude o torna também um lugar de narrativas confluentes ou dissonantes, um espaço de monumentalização e desmonumentalização da história, de engajamento e de resistência política.
Este dossiê pretende reunir artigos que se insiram no campo de pesquisa aqui especificado, tendo em vista a pluralidade de métodos e canteiros de trabalho na área interseccional, até mesmo do pesquisador presente na etapa de realização de filmes, a exemplo da proposição de Christian Delage sobre práticas historiadoras do
cinema (In, Le Historien et le film). Assim, convidamos pesquisadoras e pesquisadores a submeterem artigos que apresentem resultados de investigações e de práticas que colaborem com o estudo sobre como o cinema participa do debate histórico acerca de identidades e diversidades, no bojo de diferentes perspectivas e construções teóricas.

 
Publicado: 2021-03-01
 

Chamada de artigos - Dossiê: Ascensão e Queda do Paraíso Tropical

 

ENVIO até 22/03/2021

Organizadores:

Margareth Rago (História - UNICAMP)

Mauricio Pelegrini (História - UNICAMP)

 

Proposta do dossiê:

A imagem do Brasil como “paraíso tropical” tem uma longa história, como mostram os estudos de Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre, Ronaldo Vainfas, Ronald Raminelli e Richard Parker, entre outros. Desde os inícios da colonização, os europeus perceberam os povos indígenas como indolentes e preguiçosos, e não foi muito
diferente a imagem que construíram dos negros e negras africanos, muito sensualizados, segundo os colonizadores, aqui trazidos pelo tráfico negreiro para substituir o trabalho indígena. Sensualidade, docilidade, preguiça e irracionalidade foram atributos construídos pelo racismo estrutural para nomear negros/as e indígenas, o que vem sendo fortemente denunciado em nossos dias. Vale lembrar que, nos anos de 1990, o antropólogo Richard Parker questionou a imagem de “povo sensual” com que se viam ou eram vistos os brasileiros, assim como o mito da “democracia racial”, que Thomas Skidmore denunciara desde a década de 1970, seguido por muitos outros pesquisadores. Ainda assim, por muitos séculos o Brasil foi visto como o país do carnaval, do samba, do corpo, da alegria, das “mulatas sensuais”, o que implicava ao mesmo tempo a noção de irracionalidade ou incapacidade política de autogerir-se. Os brasileiros precisavam ser conduzidos e por mãos fortes. A justificativa para a ditadura militar ganhava forma. Em nossos dias, esse mito desmorona rapidamente, acentuando tendências que já se faziam notar desde o período autoritário e mesmo durante a redemocratização. Contudo, a pandemia acelerou o processo de desagregação social resultante da crise política que vivemos, desde a ascensão de grupos neofascistas ao poder e a escalada neoliberal, com
a “economização do social”, ou extensão da lógica do mercado para se pensarem todas as dimensões da vida, como assinala Wendy Brown. Sem dúvida alguma, já não nos vemos, nem somos vistos, como o país paradisíaco, e muito pelo contrário, constatamos a violência crescente tanto nas formas de exploração do trabalho quanto no racismo estrutural que marca fortemente as relações cotidianas, na opressão de gênero, na destruição das florestas e matas, no genocídio que afeta as populações indígenas, negras, pobres, periféricas, na perseguição homofóbica às “minorias”, em todo o país.
Este dossiê visa discutir a ascensão e a queda do mito do “paraíso tropical” atribuído ao Brasil, construído e refinado ao longo de décadas. Presenciamos, no momento, o desmoronamento desse imaginário em várias dimensões e com uma rapidez espantosa. E seguindo o cineasta Karim Aïnouz: “Acredito que essa pandemia deveria também anunciar o fim daquele mundo, não dá para “voltar ao normal” porque o que vivíamos não era normal. É isso que desejo, que a ruína seja a ruína do sistema que vivemos hoje e que o futuro aponte para a superação do que está dado.” (Entrevista ao IMS, 2020)

 
Publicado: 2021-03-01
 

CHAMADA DE ARTIGOS - DOSSIÊ HISTÓRIA DO ESPORTE - PRAZO DE ENVIO DE TEXTOS: 31/03/2020

 
No ano em que será realizada a Olimpíada dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, no Japão, a revista História: Questões & Debates, em conjunto com os organizadores André Mendes Capraro e Miguel Archanjo de Freitas Jr., convidam para o envio de textos para o Dossiê História do Esporte  
Publicado: 2019-12-26 Mais...
 

PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS - 10/09/2019

 
DOSSIÊ: DIREITOS HUMANOS E POLÍTICAS DE MEMÓRIA - 10/09/2019  
Publicado: 2019-08-31 Mais...
 

Chamada para publicação - Dossiê: Direitos Humanos e Políticas de Memória - Prazo de submissão 30/08/2019.

 

O Dossiê tem como proposta reunir pesquisadores e pesquisadoras cujo campo de investigação temática explore a relação plural e conflitiva entre os direitos humanos, as ditaduras, as políticas de memória, assim como seu imediato contratermo: as estratégias de esquecimento. Prazo de submissão: 30/08/2019.

O objetivo é colocar em relevo o fato de que nos sistemas e discursos autoritários, mais do que apagar os vestígios dos crimes cometidos pelo Estado, tais como as torturas, os desaparecimentos, o extermínio de grupos de oposição e o uso arbitrário do poder, importa apagar também sua memória e apoiar processos de transição nos quais as reconciliações são efetivadas sem o reconhecimento das violações e mediante uma contrapartida que torna ineficaz e incompleta a realização da justiça.

Nessa perspectiva, e por um efeito de naturalização, as memórias dos “vencidos” se transformam em memórias que restam subterrâneas, inclusive, para as próprias vítimas, que as sublimam em nome de sua sobrevivência ou por medo de retaliação. Da parte dos perpetradores, a obediência às autoridades e as auto anistias são um lenitivo para suas próprias memórias, em nome do que esforçam-se, não raras vezes, para consolidar qualquer prática que induza ao esquecimento.

Estas ações e omissões têm efeitos práticos substantivos: obliteram o direito à reparação, favorecem a impunidade uma vez que reeditam práticas violentas como a tortura, causam indiferença e enfraquecem a consciência histórica.

O Dossiê almeja reunir trabalhos que toquem preferencialmente nas questões de construção da invisibilidade e da vulnerabilidade dos segmentos sociais atingidos pelas práticas repressivas estatais e extra-estatais, podendo ser lembrados, dentre outros, os grupos indígenas, os migrantes e as mulheres. Igualmente, o Dossiê pretende favorecer e abrigar a recepção de pesquisas que valorizam o debate sobre as demandas em defesa dos direitos humanos e o correspondente potencial analítico desse conceito, e, sobretudo, enfocam a abordagem relacional entre história e memória.

Orgs.

Silvina Jensen (UNS)

Ângelo Priori (UEM)

Marcos Gonçalves (UFPR)
 
Publicado: 2019-04-11
 

Chamada para publicação

 
A revista História: Questões e Debates está recebendo artigos para o dossiê Foucault e anarquia: histórias do presente, organizado por Acácio Augusto (UNIFESP) e Margareth Rago (Unicamp), até dia 30/03/2019.  
Publicado: 2019-01-21 Mais...
 

Publicação: POÉTICAS FEMINISTAS NA HISTÓRIA, ARTE E LITERATURA

 
Publicado o volume 67, número 1, de 2019 com o Dossiê Poéticas Feministas na História, Arte e Literatura, organizado por Luana Saturnino Tvardovskas, professora do Departamento de História da Unicamp. O dossiê conta com artigos de especialistas do Brasil   e América Latina, artigos livres e um documento indético, texto de Júlia Lopes de Almeida. Confiram!  
Publicado: 2018-12-19 Mais...
 

Chamada para Publicação

 
A revista História; Questões e Debates está recebendo artigos para o dossiê Poéticas feministas na história, arte e literatura, organizado por Luana Saturnino Tvardovskas. O dossiê será publicado no primeiro semestre de 2019.  
Publicado: 2018-08-06 Mais...
 

35 anos da Revista História: Questões e Debates

 
Em novembro de 2015 a Revista História: Questões e Debates comemora 35 anos de existência e para comemorar a data disponibilizamos todos os números números da revista, desde o primeiro, de 1980, para acesso livre.  
Publicado: 2015-11-04
 
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