REANTROPOFAGIA COMO REVOLTA DO LUGAR E TECNOLOGIA ESPIRITUAL NAS ARTES DE DENILSON BANIWA
DOI:
https://doi.org/10.5380/geografar.v20i2.98903Resumo
A arte indígena contemporânea difunde contraimaginários e estéticas irreverentes que partem dos pluriversos ancestrais para se infiltrar nos espaços artísticos hegemônicos. Partícipe desse movimento, Denilson Baniwa se guia na ideia de Reantropofagia ao realizar montagens, sobreposições e intervenções que subvertem imaginários ocidentais por meio dos sentidos existenciais nascentes dos pluriversos indígenas. As maneiras em que ele consubstancia suas obras ao se apropriar de elementos do regime escópico ocidental se aproxima dos modos indígenas de saber-fazer e de ser-no-mundo que Anastácio Peralta conceitua com tecnologias espirituais. Nesse contexto, o ensaio parte das geografias criativas para analisar como a Reantropofagia de Denilson Baniwa potencializa-se como revolta do lugar e tecnologia espiritual indígena. Para tanto, utiliza a bibliografia da geografia cultural e de áreas afins, assim como trechos de entrevistas, poemas e manifestos do artista. Decifra-se que a Reantropofagia, como tecnologia espiritual, traz ao centro o devir-outro canibal que mobiliza contra-espaços de irreverências. As obras interpretadas evidenciam que as artes podem realizar (re)voltas nos, dos e com os lugares.
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