Prevalência de HIV/Aids em mulheres
Prevalência de HIV
DOI:
https://doi.org/10.5380/ef.v1i39.104048Palavras-chave:
Aids, Mulheres com HIV-1. Gênero. Vulnerabilidade social, violenciaResumo
Este estudo analisou o perfil de mulheres com HIV-1 em Ouro Preto-MG com a finalidade de identificar marcadores de vulnerabilidade em âmbito nacional e local. A metodologia consistiu em um estudo descritivo, de abordagem quantitativa e documental, com recorte retrospectivo realizado com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, entre 1980 a 2024, aprovado por comitê de ética. Os resultados indicam que, entre os 1.165.599 casos registrados no Brasil, 33,6% acometeram mulheres, com um processo de feminização da epidemia de HIV entre 1990 e 2000, seguido por declínio dos casos a partir de 2011, com queda no período pós-pandêmico (2020–2024). As mulheres mais afetadas pertenciam às faixas etárias de 30 a 49 anos, destacando-se maior vulnerabilidade entre pardas (44,3%). Observou-se também redução da taxa de detecção em gestantes nos últimos cinco anos. No município de Ouro Preto-MG, mesmo que em menor escala, o padrão foi semelhante ao nacional, refletindo a feminização (28,7%) e pico de casos femininos entre 2008 e 2010, seguido da redução acentuada após 2011. Os autores concluem que a vulnerabilidade feminina é acentuada por desigualdades de gênero e raça/cor, evidenciando a necessidade de políticas e ações sociais que reduzam as desigualdades e promovam qualidade de vida, tanto em nível nacional quanto no municipal.
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