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Universidade em disputa: ecos dos itinerários de Aparício Cora de Almeida no tempo presente (Porto Alegre - RS)

Marcos Luiz Hinterholz, Doris Bittencourt Almeida

Resumo


O presente artigo discute a vida e morte de Aparício Cora de Almeida e as repercussões dessa trajetória biográfica no campo educacional, especialmente no que diz respeito à democratização do acesso ao ensino de nível superior no Rio Grande do Sul. As análises têm seu eixo central na produção de memórias e esquecimentos em torno da imagem deste personagem. Destacado líder estudantil no início dos anos 1930, esteve ligado a movimentos alinhados aos ideais de Córdoba (1918), que então disputavam o modelo de universidade que viria a ser implantado no estado. Era também secretário da Aliança Nacional Libertadora (ANL) no estado e um militante do Partido Comunista do Brasil (PCB). Num contexto de forte repressão aos movimentos políticos de oposição ao governo de Flores da Cunha, com prisão e suspeitas de assassinatos de diversos adversários, a morte de Aparício em 1935 é cercada de circunstâncias nebulosas, e sua biografia entrelaça-se com a história do movimento estudantil rio-grandense. Em homenagem à memória do filho, a família doa um prédio à primeira Casa de Estudantes do Rio Grande do Sul, que posteriormente viria a chamar-se Casa do Estudante Universitário Aparício Cora de Almeida (CEUACA). Essa doação foi de fundamental importância para a Federação Acadêmica de Porto Alegre (FEUPA), que passaria a funcionar no local, oferecendo uma ampla estrutura de assistência estudantil, inédita até aquele momento no estado.

Palavras-chave


Aparício Cora de Almeida - Movimento Estudantil – Moradia Estudantil- CEUACA

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