O DIREITO À ARTE DE PARTEJAR

Maria Juracy Aires

Resumo


O trabalho tem o objetivo de provocar uma discussão e reflexão sobre os saberes informais construídos por atores sociais que não estão inseridos no contexto da sociedade científica e tecnológica, em que o conhecimento é hegemônico e institucionalizado. Dentre esses atores existentes e atuantes na sociedade, aponta-se a parteira tradicional. Comenta a importância do processo do nascimento para a mulher e para o bebê, e a ética do cuidado utilizado pelas parteiras, que, ao valorizar sobremaneira o corpo da mulher, assim como o evento ritualístico do processo do parto, atribui um significado especial ao fenômeno da gestação, parto e puerpério. Chama a atenção para os modos diferentes de tratar o mesmo fenômeno: de um lado, as parteiras e, de outro, os cuidados hospitalares e o uso de aparelhos tecnológicos sofisticados. Sugere o compartilhar dos saberes científico e tácito, e conclama a área de conhecimento do direito a teorizar pela liberdade de atuação das parteiras tradicionais.


Palavras-chave


Parteiras tradicionais; Assistência ao parto; Conhecimento tácito; Tecnologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rfdufpr.v43i0.7031

Revista da Faculdade de Direito UFPR. ISSN: 0104-3315 (impresso) 2236-7284 (eletrônico).