VIDA INSUSTENTÁVEL E RECONCILIAÇÃO DA NARRATIVA – ESPAÇO PÚBLICO COMO NATALIDADE METAFÓRICA EM HANNAH ARENDT

Bethania Assy

Resumo


A narrativa de experiências desofrimentos insuportáveis traz esperança, apressopelo próprio destino, orgulho por quem fomos,uma espécie de reconciliação com o mundo? Esteé exatamente o tipo de expectativa que HannahArendt atribui à narrativa. A particular habilidadehumana de relembrar e retar tanto suas própriasestórias como a de outros pertence a um dos maissignificativos tópicos da inscrição arendtiana sobrenarrativa e reconciliação. O poder redentor danarrativa possui ao menor uma fundamentaldimensão abordada por esse artigo: a capacidadede contar a própria estória, narrar quem (who) seé, implica a possibilidade de reconciliação com opróprio passado. A questão mais relevante é queser narrador de sua própria estória se conecta coma possibilidade de uma reconciliação que não éprívada, mas antes pública, e implica a abilidadede julgar. A reconciliação com nossa própriaestória implica reconciliação com o espaço públicode aparência, no vocabulário arendtiano, com omundo plural de fala e ação.

Palavras-chave


narrative; public space; Hannah Arendt; reconciliation; natality; judgment; narrativa; espaço público; reconciliação; natalidade; julgamento

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rfdufpr.v47i0.15736

Revista da Faculdade de Direito UFPR. ISSN: 0104-3315 (impresso) 2236-7284 (eletrônico).