As Saídas dos Armários e dos Camarins: sexualidades dissidentes e práticas performáticas drag queen

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/cra.v26i2.97833

Resumo

Resumo: Este artigo analisa as múltiplas “saídas” do armário vivenciadas por artistas drag queens e transformistas em Campina Grande (PB), com base em pesquisa etnográfica realizada entre 2019 e 2021. Em diálogo com autores dos estudos de gênero e sexualidade, compreende o armário como estrutura que regula relações sociais, identidades e práticas artísticas. Argumenta-se que o armário possui duplo sentido: organiza tanto a revelação da homossexualidade ou bissexualidade quanto a exposição da montação e da performance drag. A partir de observação participante, entrevistas e etnografia presencial, digital e multissuada, demonstra-se que assumir a sexualidade costuma ser a primeira saída, marcada por negociações e temores de rejeição, enquanto a revelação da prática drag pode gerar maior tensão por desafiar normas de gênero. Conclui-se que armário e camarim são espaços interligados, continuamente negociados nas trajetórias dessas artistas.

Palavras-chave: Armário; Performances de gênero; Drag queen; Transformismo; Coming out.

Biografia do Autor

Marcus Whinter, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Doutorando em Ciências Sociais (PPGCS/UFCG). Mestre em Ciências Sociais (UFCG). Graduado em Ciências Sociais (UFCG).

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Publicado

2026-06-03

Como Citar

Alves da Silva, M. W. (2026). As Saídas dos Armários e dos Camarins: sexualidades dissidentes e práticas performáticas drag queen. Campos - Revista De Antropologia, 26(2). https://doi.org/10.5380/cra.v26i2.97833

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Seção

Artigos