La víctima sacrificial del submundo de la cibercultura

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5380/am.v32i1.103259

Resumen

Este estudio se dedica a la caracterización y a la crítica de la significación histórico-social del submundo de la cibercultura, entendido como un régimen neoliberal de la sexualidad organizado en sitios de pornografía, plataformas de webcamming y packs de contenido erótico. Se investiga el proceso de reclutamiento de las trabajadoras por parte de los agentes del mercado a la luz del concepto de “víctima sacrificial” propuesto por René Girard (2004). Los resultados identifican los principales vectores de sostenimiento de este régimen: (i) geográficos, con incidencia predominante en regiones de Europa del Este y América Latina; (ii) fenotípicos, vinculados a la adecuación a estándares estéticos mediáticos; (iii) psicoemocionales, asociados a la legitimación de la existencia y a la búsqueda de reconocimiento, en los términos teóricos de Axel Honneth (1995); y (iv) clínicos, conforme a las clasificaciones de la Organización Mundial de la Salud y de la Clasificación Internacional de Enfermedades. Se concluye que el ejercicio de esta actividad profesional depende de mujeres ya atravesadas por trayectorias de vulnerabilidad estructural, dado que la naturalización del daño y la intensificación del sufrimiento psíquico integran el propio modus operandi del mercado de la economía erótica.

Biografía del autor/a

Priscila Magossi, PUC-SP

Doutora em Comunicação e Semiótica pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PEPGCOS/PUC-SP), com bolsa de apoio do CNPq (2010–2014). Possui pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista (PPGCOM/UNIP, 2022–2023). Email: pgmagossi@gmail.com.

Citas

BAITELLO JUNIOR, Norval. O pensamento sentado: sobre glúteos, cadeiras e imagens. São Leopoldo: Unisinos, 2012.

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d’Água, 1991.

BERTH, Joice. Empoderamento. São Paulo: Pólen, 2019.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 2 fev. 2026.

CASTORIADIS, Cornelius. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

CHAUÍ, Marilena. Terceira margem: notas para um rodapé selvagem. Almanaque: Revista de Literatura e Ensaio, [S. l.], v. 2, p. 54-58, 1976.

CONTRERA, Malena Segura. Mediosfera: meios, imaginários e desencantamento do mundo. 2. ed. Porto Alegre: Imaginalis, 2017.

CYRULNIK, Boris. Resiliência: essa inaudita capacidade de construção humana. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.

FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

FREUD, Sigmund. As três conferências sobre a teoria da sexualidade e outros textos (1901-1905). In: FREUD, Sigmund. Obras completas. v. 6. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

GIRARD, René. A violência e o sagrado. São Paulo: Paz e Terra, 1990.

______. O bode expiatório. São Paulo: Paulus, 2004.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.

HARVEY, David. O capitalismo e suas contradições. São Paulo: Boitempo, 2019.

HILLMAN, James. Cidade e alma. São Paulo: Nobel, 1993.

______. Cem anos de psicoterapia e o mundo está cada vez pior. São Paulo: Summus, 1995.

HONNETH, Axel. The struggle for recognition: the moral grammar of social conflicts. Cambridge: Polity Press, 1995.

JUNG, Carl Gustav. A prática da psicoterapia. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

MAGOSSI, Priscila Gonçalves. O sistema de capatazia do submundo da cibercultura. In: SIMPÓSIO NACIONAL DA ABCIBER: INFORMAÇÃO, TECNODIVERSIDADE E ESTÉTICA, 16., 2023. Anais [...]. [S. l.]: ABCiber, 2023. Disponível em: https://abciber.org.br/simposios/index.php/abciber/abciber16/paper/view/2357/1117. Acesso em: 12 maio 2026.

MARCUSE, Herbert. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.

MORIN, Edgar. Cultura de massas no século XX: o espírito do tempo: necrose. v. 2. São Paulo: Forense, 1986.

______. O homem e a morte. Portugal: Europa-América, 2002.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Mental health and substance use. Disponível em: https://www.who.int/teams/mental-health-and-substance-use. Acesso em: 12 maio 2026.

ROLIM, Thiago Katayama. Acompanhamento clínico-qualitativo integrante de: MAGOSSI, Priscila Gonçalves. Submundo da cibercultura: violência contra a mulher e reprogramação do imaginário social. Pesquisa de pós-doutorado em Comunicação e Cultura Midiática, Universidade Paulista, São Paulo, 2022-2023. Disponível em: https://www.academia.edu/115746356/Submundo_da_cibercultura_viol%C3%AAncia_contra_a_mulher_e_reprograma%C3%A7%C3%A3o_do_imagin%C3%A1rio_social. Acesso em: 12 maio 2026.

TRIVINHO, Eugênio. A dromocracia cibercultural: lógica da vida humana na civilização mediática avançada. São Paulo: Paulus, 2007.

______. Espaço público, visibilidade mediática e cibercultura: obliteração estrutural da esfera pública no cyberspace. São Paulo: cópia reprográfica e digital, 2009.

______. Visibilidade mediática, melancolia do único e violência invisível na cibercultura: significação social-histórica de um substrato cultural regressivo da sociabilidade em tempo real na civilização mediática avançada. In: ENCONTRO NACIONAL DA COMPÓS, 19., 2010. Anais [...]. [S. l.]: COMPÓS, 2010. Disponível em: http://www.compos.org.br/data/biblioteca_287.pdf. Acesso em: 12 maio 2026.

Publicado

2026-07-16

Cómo citar

Magossi, P. (2026). La víctima sacrificial del submundo de la cibercultura. Ação Midiática – Estudos Em Comunicação, Sociedade E Cultura, 32(1). https://doi.org/10.5380/am.v32i1.103259

Número

Sección

Dossiê “Vulnerabilidades digitais & gênero: contextos e desafios contemporâneos”