A espetacularização da violência contra a mulher no telejornalismo gaúcho sob o olhar das câmeras de vigilância (2020–2025)
DOI:
https://doi.org/10.5380/am.v32i1.103811Resumo
Esta pesquisa analisa a espetacularização da violência de gênero no telejornalismo gaúcho, focando na transição do testemunho oral para o registro em vídeo (CFTV). O objetivo é compreender como as imagens de monitoramento conciliam o papel de prova jurídica com a geração de audiência. A fundamentação teórica utiliza conceitos de Muniz Sodré, Guy Debord e Gérard Genette. Metodologicamente, realizou-se coleta sistemática (2020-2025) nos veículos RBS TV, Record RS e SBT RS, via técnica do "mês falso" e análise de redes sociais. Os resultados indicam saturação midiática, com 470 inserções televisivas dos casos. Conclui-se que a repetição em looping instaura uma "pedagogia do horror", que acelera o sistema judiciário, mas provoca revitimização simbólica e transforma o trauma em ativo da economia da atenção.
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