INSTRUÇÃO POR PARES E ENSINO JUST-IN-TIME NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ANATÔMICO

Laís Cristine Werner, Luana Célia Stunitz da Silva

Resumo


O ensino tradicional não instiga os estudantes a interagirem nas exposições feitas pelos docentes e muito menos o real trato entre o estudante e o conteúdo apresentado em aula. A forma de avaliar o entendimento normalmente fica restrita a avaliações onde estes aprendizes validam seu conhecimento através da resolução de questões onde as respostas comumente resultam de memorização. Referindo-se a memorização, na disciplina de anatomia veterinária isso é ainda mais perceptível. Como forma de desvelar esse arquétipo do ensino anatômico, buscou-se aplicar metodologias ativas complementares na intenção de solidificar o conhecimento dos estudantes dentro do mundo da conceituação anatômica além de instigá-los à colaboração da construção do conhecimento de forma colaborativa. Para isso, passaram a ser utilizadas no último ano, ao longo das aulas de Anatomia Veterinária I e II da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), metodologias de Instrução por Pares (Peer instruction) (IP) associada ao Ensino Just-In-Time (JiTT). Inicialmente se trabalhava com JiTT, que consistia em disponibilizar aos alunos material pré-aula sobre determinado assunto que seria tratado na próxima aula, no caso específico deste trabalho, sobre o significado dos termos anatômicos utilizados dentro do contexto a ser estudado, ou seja, sua etimologia. Uma vez disponibilizado este material instrutivo dias antes da aula, o intuito era que os estudantes entendessem seu conteúdo para que, no início da aula seguinte, estivessem aptos a responder um questionário, de normalmente três perguntas, sobre o conteúdo. A segunda etapa era a aplicação da metodologia IP, a qual consistia em uma aula rápida sobre o mesmo conteúdo, ou seja, sobre a etimologia dos termos anatômicos apresentados no material pré-aula seguida de um outro questionário, buscando a certificação do entendimento dos alunos sobre o significado dos termos trabalhados. Os questionários foram aplicados através de algumas diferentes ferramentas como Kahoot, Socrative e Mentimeter, pelos quais é possível conferir a porcentagem de acerto da turma em tempo real para dar sequência na metodologia IP, sendo que, se a turma tivesse porcentagem de acerto inferior a 30%, era feita novamente a explanação, se o índice de acerto ficasse entre 30 a 70% os alunos eram instigados a argumentarem sobre as respostas corretas e erradas do questionário aplicado em sala de aula. Após a breve discussão, o mesmo questionário era respondido. Caso a porcentagem de acerto fosse superior a 70%, a docente era quem argumentava sobre as respostas. Nas aulas que foram aplicadas essa metodologia, os acertos representaram, em média, 58% e nas discussões os alunos procuravam participar de forma a contribuir para entendimento de todos. Quando reaplicado o questionário, os índices eram sempre próximos de 100%. Com auxílio dessas metodologias se pretendeu incentivar os estudantes a assumirem a responsabilidade pela sua aprendizagem, uma vez que a universidade apresenta uma forma diferente de trabalho da qual a maior parte dos discentes advêm, mostrando-lhes a importância da busca pela autonomia de estudo. Pode-se considerar que a utilização do JiTT atua de forma assíncrona ao momento da aula, já a IP possibilita o feedback em tempo real da assimilação feita pela turma.


Palavras-chave


colaborativo; ensino; etimologia; questionário

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v15i5.76381

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