OSTEOMETRIA DOS DÍGITOS DO QUATI (Nasua nasua, Linnaeus, 1758)

Luana Celia Stunitz da Silva, Joel Paula da Silva Junior, Lais Cristine Werner

Resumo


Os quatis, mamíferos da família Procyonidae, apresentam médio porte, hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. São animais plantígrados com cinco dedos em cada um de seus membros. Possuem exímia habilidade para cavar além de ótimos escaladores. Com dieta de caráter onívora, reviram tocos, pedras e exploram buracos à procura de pequenos invertebrados. E justamente por serem os mais utilizados tanto para a locomoção como também na captura de presas, os ossos do membro torácico são as estruturas anatômicas mais informativas, após o crânio, para correlacionar com a ecologia da espécie animal. Nesse ponto, a osteometria permite a análise de diversos registros que resultam em correlações anatomomorfofuncionais, entretanto, a falta de informações advindas da escassez de estudos com esse foco em procionídeos atenta para a necessidade da realização de pesquisas que busquem informações nesse sentido. Assim, o objetivo deste trabalho é o de determinar o comprimento dos ossos longos da mão do Nasua nasua e verificar a existência de diferenças com relação a canídeos já relatados. Para isso, foi utilizado um esqueleto de um indivíduo adulto desta espécie pertencente ao acervo do Laboratório de Anatomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Setor Palotina para as ponderações. Estas abarcaram os comprimentos longitudinais dos ossos metacarpianos e falangianos tanto da mão direita quanto da mão esquerda do espécime. Um paquímetro digital (Starret®, precisão ±0,01mm) foi utilizado para as mensurações por único examinador, baseado na metodologia preconizada por Driesch (1976). Após a morfometria de metacarpos e falanges foi determinado o comprimento total de cada um dos cinco dedos em ambas mãos pela soma do comprimento das estruturas ósseas relatadas correspondentes a cada dígito, sendo os valores em milímetros encontrados (direito/esquerdo) para o primeiro dedo: 42,09/39,87 41 DP±1,1; segundo dedo: 66,88/66,29 66,6 DP±0,3; terceiro dedo: 70,96/71,69 71,3 DP±0,4; quarto dedo: 71,03/67,39 69,2 DP±1,8; quinto dedo: 63,19/56,07 59,6 DP±3,6. No animal analisado o primeiro dedo apresentava apenas as falanges proximal e distal, sendo o mais curto e estando condizente com outros estudos. Porém o tamanho médio do primeiro dígito para o quati foi cerca de 15 mm a mais do que o valor encontrado por Leão e colaboradores (2020) para o cachorro-do-mato, provavelmente devido ao fato de que aquele procionídeo utilize as mãos para muitas movimentações e possua mais destreza na alimentação, diferente do que se observa em canídeos. Os dedos com maiores comprimentos foram o terceiro e quarto, padrão este também verificado no cão doméstico, no cachorro-do-mato e em outros mamíferos. No quati (Nasua nasua) analisado, o primeiro dedo foi o mais curto e o terceiro dígito o mais longo. É importante ressaltar que como os resultados apresentados abarcam apenas um espécime, generalizações quanto ao padrão anatômico devem ser feitas de maneira cautelosa.


Palavras-chave


anatomia; dedo; morfometria

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v15i5.76351

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