Etnoquímica na Educação do Campo
Diálogos entre Saberes Científicos e Culturais Kaiowá na Escola Estadual Senador Saldanha Derzi, Distrito de Montese, Itaporã, MS
DOI:
https://doi.org/10.5380/vrpect.3.103196Palavras-chave:
Educação Escolar do Campo, Povos Indígenas Kaiowá, Ensino de Química, Saberes Tradicionais e popularesResumo
Este estudo tem como objetivo introduzir e explorar as vertentes e os pressupostos da Etnoquímica como uma abordagem sociocultural no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de Química para estudantes indígenas e não indígenas do Ensino Médio noturno, no Colégio Estadual Senador Saldanha Derzi, na modalidade Educação do Campo, localizado no município de Itaporã/MS. A pesquisa busca investigar de que forma os princípios da Etnoquímica podem ser integrados de maneira significativa e eficaz ao currículo de Química, promovendo o diálogo entre os conteúdos científicos e a realidade cultural dos povos indígenas. Essa integração visa enriquecer a alteridade dos estudantes indígenas, valorizando seus saberes tradicionais, práticas culturais e modos próprios de compreender a natureza. Ao articular os conhecimentos científicos com os saberes e fazeres tradicionais, pretende-se promover uma perspectiva mais ampla, inclusiva e contextualizada do ensino das Ciências da Natureza. O objetivo central do estudo é valorizar a diversidade cultural indígena por meio da inserção da Etnoquímica no ensino de Química, contribuindo para uma Educação Escolar Indígena específica, diferenciada e bilíngue. Espera-se que os resultados deste trabalho gerem impactos pedagógicos e políticos tanto na escola quanto na comunidade educacional, fortalecendo os etnoconhecimentos, a língua materna, a cultura, a espiritualidade, a cosmovisão e a relação com o território, além de promover um ambiente de aprendizagem mais equitativo e inclusivo.
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