Breves reflexões sobre a importância da literatura de autoria feminina no currículo escolar: da utopia concreta à realidade
DOI:
https://doi.org/10.5380/rvx.v17i4.87084Palabras clave:
Ensino de Literatura, Escrita de Autoria Feminina, Perspectiva Utópica, Reconfiguração do CânoneResumen
Ao traçarmos uma breve cartografia no que concerne à produção literária nacional, e, em particular, à escrita de autoria feminina, percebemos a manutenção de nomes de escritores na grande circulação de obras no mercado editorial. A escassez de títulos escritos por mulheres também é observada nas coleções escolares do ensino de literatura. O cânone literário tem sido um espaço onde, majoritariamente, escritores têm suas obras consolidadas, em detrimento da supressão e/ou restrição de nomes de autoras. Essa hegemonia de obras escritas por homens vem influenciando a formação literária dos/as estudantes durante a trajetória acadêmica. Pretendemos problematizar a necessidade de incluir, neste ambiente, obras de autoria feminina que promovam a representatividade e a equidade. Para tanto, utilizaremos o pensamento utópico de Ernst Bloch (2005) como força motriz revolucionária, que luta para destruir as relações dominantes e construir novas no lugar. Recorreremos, também, às teorizações acerca dos Estudos de gênero, de Judith Butler (2021), e aos documentos curriculares para o ensino de literatura, presentes na Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Essa discussão inicial busca pensar a práxis do ensino de literatura de maneira e ampliá-la, indo além da divisão de conteúdos atual, embasada em concepções tradicionais, e evidenciando autoras mulheres no currículo escolar.
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