A dimensão colonial em Kriegsfibel de Bertolt Brecht
DOI:
https://doi.org/10.5380/his.v73i2.99582Resumen
Este artigo analisa a obra Kriegsfibel, de Bertolt Brecht, com foco na articulação entre seus fotoepigramas e a crítica às estruturas coloniais durante a Segunda Guerra Mundial. Compreendendo o colonialismo como elemento constitutivo da modernidade ocidental, investigam-se os fotoepigramas enquanto dispositivos dialéticos que desestabilizam a narrativa hegemônica dos anos 1940 e 1950 sobre o conflito. A partir da análise de três montagens específicas, argumenta-se que a força discursiva de Kriegsfibel decorre do choque entre as imagens da guerra e o tom satírico dos epigramas, compondo uma narrativa que contrapõe os horrores do conflito à voz mordaz de um narrador oculto. Com isso, Brecht revela a persistência da colonialidade do poder e a estetização da barbárie sob o véu da civilização.
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