Sesmarias e fazendas: atividades econômicas e os desdobramentos socioambientais nos entornos do Rio Taquari, Rio Grande do Sul (1750-1850)
DOI:
https://doi.org/10.5380/his.v73i2.74493Palabras clave:
Sesmarias e Fazendas, Atividades Econômicas, Transformações AmbientaisResumen
A Bacia Hidrográfica do Rio Taquari, localiza-se na região centro leste do Rio Grande do Sul, ocupada inicialmente por indígenas, mas com a chegada dos europeus, jesuítas e bandeirantes também percorrem o território no século XVII. A partir da segunda metade do século XVIII, atendendo interesses da Coroa Portuguesa, sesmarias e fazendas são erguidas nos entornos da Bacia do Rio Taquari. O objetivo do trabalho consistiu em analisar as atividades econômicas de cunho agrícola e seus desdobramentos ambientais no território entre a segunda metade do século XVIII e primeira metade do XIX. A metodologia utilizada foi de cunho qualitativo e os procedimentos metodológicos consistiu na análise documental compostas de correspondências de subdelegacia, cartas de sesmarias, autos de medição e relatório que se encontro no Arquivo Histórico e Arquivo Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Evidenciou-se, tendo para análise aportes teóricos da História Ambiental e da Economia, que com o estabelecimento das primeiras sesmarias e fazendas no período em questão nos entornos do Rio Taquari, tem-se a implantação de atividades econômicas da agricultura, tais como trigo, erva-mate e madeira para consumo interno, situação que se contrapõe a pecuária predominante ao sul do Brasil Meridional. As características geoambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari faz parte do bioma Mata Atlântica, composta pela Floresta Decidual e Floresta Ombrófila Mista, com predominância da Araucária angustifólia, as quais sofreram transformações devido a forma que se passou a usar para captação de recursos, diferente daquela manejada pelos indígenas Kaingang que viviam no local.
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