A dimensão colonial em Kriegsfibel de Bertolt Brecht

Autores

  • Isabela Fuchs UFSC

DOI:

https://doi.org/10.5380/his.v73i2.99582

Resumo

Este artigo analisa a obra Kriegsfibel, de Bertolt Brecht, com foco na articulação entre seus fotoepigramas e a crítica às estruturas coloniais durante a Segunda Guerra Mundial. Compreendendo o colonialismo como elemento constitutivo da modernidade ocidental, investigam-se os fotoepigramas enquanto dispositivos dialéticos que desestabilizam a narrativa hegemônica dos anos 1940 e 1950 sobre o conflito. A partir da análise de três montagens específicas, argumenta-se que a força discursiva de Kriegsfibel decorre do choque entre as imagens da guerra e o tom satírico dos epigramas, compondo uma narrativa que contrapõe os horrores do conflito à voz mordaz de um narrador oculto. Com isso, Brecht revela a persistência da colonialidade do poder e a estetização da barbárie sob o véu da civilização.

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Publicado

2026-08-13

Como Citar

Fuchs, I. (2026). A dimensão colonial em Kriegsfibel de Bertolt Brecht. História: Questões & Debates, 73(2). https://doi.org/10.5380/his.v73i2.99582

Edição

Seção

A Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e a questão do colonialismo