HEMEROBIA E PLANEJAMENTO DA PAISAGEM NO BAIRRO MOSSUNGUÊ, CURITIBA - PR

Ângela Dileta Lima Santa Barbara, Simone Valaski, João Carlos Nucci

Resumo


Hemerobia pode ser entendida como a dependência energética e tecnológica para a manutenção da paisagem. Paisagens com a mais baixa hemerobia são as que apresentam capacidade de auto regulação, sem influência humana direta e as de mais alta hemerobia são aquelas criadas pelo ser humano e caracterizadas pelo intenso domínio de estruturas e processos técnicos. Medidas que classificam e ordenam as paisagens para que tenham uma menor hemerobia colaboram para a solução dos problemas oriundos da atual crise ambiental. O objetivo do trabalho foi o de classificar as paisagens do bairro Mossunguê (Curitiba, PR) segundo graus de hemerobia. As unidades de paisagens do bairro foram identificadas e mapeadas com base nas estruturas (cobertura do solo), das paisagens; inferências foram feitas sobre suas dinâmicas e as unidades de paisagens foram avaliadas de modo relativo segundo os graus de hemerobia. Foram utilizadas imagens de satélite, do ano 2010 e na escala aproximada 1:5.000 obtidas no Google Earth e base cartográfica, do ano 2012 e na escala 1:20.000, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). O bairro apresentou 74,4% de sua área com hemerobia de mínima a média (com cobertura vegetal e edificações abaixo de 4 pavimentos e, somente, 25,6% com hemerobia alta, muito alta e máxima (com edificações acima de 4 pavimentos e com pouca vegetação), o que confere ao bairro uma ótima condição ambiental, porém, com riscos de aumento da hemerobia devido ao processo de adensamento e de verticalização das edificações.


Palavras-chave


Planejamento da paisagem; qualidade ambiental; unidades de paisagem; ecologia urbana.

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ARTIGO AUTORIZAÇÃO


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/geografar.v9i1.36540



Revista Geografar ISSN: 1981-089X