ESPAÇO E TRIBALISMO: UMA DISCUSSÃO A PARTIR DO UNIVERSO ESCOLAR

Daniel Luiz Stefenon

Resumo


De acordo com Maffesoli, vivemos um tempo marcado pela tribalização das relações sociais. Ao criticar a consideração de que a sociedade ocidentalizada caminha para uma individualização, este autor mostra que cada vez mais, a constituição de grupos afetuais, cimentados pela partilha de uma estética comum, caracteriza nossa sociedade. A escola é uma expressão desse processo. O convívio dos grupos/tribos no interior da escola provoca uma ressignificação de seu espaço, sendo que o cotidiano vivido dentro e próximo da escola torna-se o monumento que ressemantiza o espaço escolar, podendo ser visto agora enquanto um espaço de representação. O espaço de representação, a partir de uma abordagem que o considera uma síntese entre os mundos material, social e simbólico, revela-se como uma ferramenta de compreensão do mundo consensual, banal. É nesta esfera que a vida acontece e torna-se inteligível. Esta “potência subterrânea” que é a socialidade contemporânea, utilizando-se das palavras de Maffesoli, que resiste às grandes ideologias coletivas que homogeneizam a vida social, emerge, justamente, no espaço de representação. Ele é o espaço das possibilidades das relações sociais, o local onde as direções são estabelecidas e onde, em comum, o mundo passa a ser sentido. A escola, dessa forma, adquire significados que são produtos das relações sociais processadas num contexto de tribalização das interações, tornando-se expressão da cultura desses novos tempo e espaço.

Palavras-chave


Geografia; escola; tribalização; espaço de representação.

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ARTIGO AUTORIZAÇÃO


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/geografar.v6i2.20934



Revista Geografar ISSN: 1981-089X