ESTUDO DA NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO DA DOENÇA FALCIFORME: O CASO DE UMA FAMÍLIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/ce.v25i0.62908

Palavras-chave:

Tratamento farmacológico, Cooperação do paciente, Doença crônica, Preconceito, Isolamento social.

Resumo

Objetivo: compreender os aspectos que influenciam a não adesão ao tratamento da doença
falciforme em uma família com vários membros adoecidos.
Método: estudo de caso único realizado com quatro irmãos com doença falciforme acompanhados
em um Centro de Referência no estado da Bahia, Brasil. Os dados foram colhidos por questionário,
entrevista aberta e desenho-estória com tema.
Resultados: os temas emergidos foram: Preconceito e discriminação promovem o autoisolamento;
Dificuldade para deslocamento impede as idas ao serviço; A unidade de saúde é um espaço que
amplia dúvidas e incertezas; Desesperança leva à desistência do tratamento.
Conclusão: amparo social, suporte emocional, instrumental e educacional são essenciais para
reduzir a vulnerabilidade da família que vivencia a doença falciforme. Conteúdos abordados nas
unidades de saúde necessitam incluir perspectivas de experiências positivas, fomentando esperança
e construção de sentidos para a vida no processo de adoecimento crônico, a fim de aumentar a
adesão ao tratamento.

Biografia do Autor

Luana Santana Brito, Universidade Estadual de Feira de Santana

Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Mestranda no Mestrado Profissional em Enfermagem pela Universidade Estadual de Feira de Santana (em andamento). Atualmente atua como Enfermeira Pediatra no Hospital Estadual da Criança (HEC). Pós-graduação em Urgência, Emergência e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) em andamento. Possui experiência no área de Enfermagem, com ênfase em pessoas com adoecimento crônico e em saúde da criança, adulto e idoso, principalmente nos seguintes temas: experiência do adoecimento crônico, cuidado holístico às pessoas com feridas crônicas, representações sociais do corpo e as relações familiares no adoecimento crônico, onde atuou como bolsista de Iniciação Científica do Projeto de Pesquisa sobre Representações sobre o corpo e a Doença Falciforme: repercussões sobre a vida cotidiana, o cuidado e a sexualidade através do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde (NUDES/UEFS) entre 2013 e 2017. Membro do Núcleo de Pesquisas sobre corpo, gênero, representações e práticas do cuidado (COGITARE/UEFS).

Evanilda Souza de Santana Carvalho, Universidade Estadual de Feira de Santana

Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Feira de Santana (1990) Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (2005). Doutora em Enfermagem pela UFBA (2010) com Doutorado Sanduich no Departamento de Sociologia IV da Universidad Complutense de Madrid (2009-2010). Atualmente é Docente nos cursos de Graduação em Enfermagem, e Pós graduação em Enfermagem e em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana. Atua na área de Enfermagem na saúde do adulto e idoso e Enfermagem em Saúde coletiva, seus estudos enfocam Pessoas com feridas complexas, Corpo/gênero e sexualidade, Experiência do adoecimento crônico, e Estigma e saúde em grupos vulneráveis.

Sheila Santa Bárbara Cerqueira, Universidade Estadual de Feira de Santana

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana, na área de concentração de Políticas, planejamento e gestão em saúde. Durante o mestrado foi bolsista pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Especialista em pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana em Enfermagem na Urgência, Emergência e Unidade de Terapia Intensiva. Especialização em Gestão em Saúde em andamento pela Universidade do Estado da Bahia. Foi tutora durante 24 meses do curso de Extensão em Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme no Instituto de Saúde Coletiva. Enfermeira pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Durante a graduação adquiriu experiências através da atuação na extensão universitária e na pesquisa cientifica, como bolsista durante 4 anos do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde da Família (PROPET-Saúde da Família), como voluntária durante 13 meses do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Saúde da Mulher, como voluntária e posteriormente bolsista de iniciação cientifica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde. Atualmente pesquisadora no Núcleo de Pesquisa sobre Corpo, Gênero e Representações e Práticas de Cuidado (COGITARE). Tem experiência na área de Enfermagem. Interesse pelas temáticas: Saúde Coletiva, Saúde da População Negra, Doença Falciforme, Atenção a grupos populacionais específicos, adaptação e validação de instrumentos de medida em saúde.

Flávia Karine Leal Lacerda, Universidade Federal da Bahia

Possui graduação em enfermagem pela Universidade Católica do Salvador. Tem mestrado em enfermagem, na linha de pesquisa Mulher, Gênero e Saúde - Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da UFBA. Integrante do Centro de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, Gênero, Saúde e Enfermagem (GEM), da Escola de Enfermagem da UFBA. Atualmente é Docente Substituta na Escola de Enfermagem na Universidade Federal da Bahia e na Faculdade Metropolitana de Camaçari . Atuou como Tutora no Curso de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme promovido pelo Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. Interesse em saúde da população negra, ação afirmativa em saúde, doença falciforme, saúde da mulher, gestão em saúde.

 

Publicado

07-01-2020

Como Citar

Brito, L. S., Carvalho, E. S. de S., Cerqueira, S. S. B., & Lacerda, F. K. L. (2020). ESTUDO DA NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO DA DOENÇA FALCIFORME: O CASO DE UMA FAMÍLIA. Cogitare Enfermagem, 25. https://doi.org/10.5380/ce.v25i0.62908

Edição

Seção

Artigo Original