O professor liderança Huni Kuin do Breu e os seus contextos de atuação: uma etnografia das relações
DOI:
https://doi.org/10.5380/cra.v22i2.73388Keywords:
Huni Kuin, Educação escolar indígena, professor, liderança, relações interétnicasAbstract
A categoria professor-liderança é enunciada constantemente entre os Huni Kuin, povo indígena que habita uma extensa faixa territorial entre o Brasil e o Peru. Emergem, assim, questionamentos a respeito desse sujeito como mediador essencial entre a escola, aldeia e instituições estatais representantes da educação. O objetivo deste artigo é analisar esses contextos em que os professores indígenas Huni Kuin estão inseridos e, principalmente, as relações que constituem nesse universo, com Secretarias de Educação (Municipal e Estadual), ONGs (Organizações Não Governamentais), e suas respectivas comunidades.
References
Bergamaschi, M. A., & Medeiros, J. S. (2010). História, memória e tradição na educação escolar indígena: o caso de uma escola Kaingang. Revista Brasileira de História, 30(60), 55-75. https://doi.org/10.1590/S0102-01882010000200004
Brasil. Ministério da Educação. (2014). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&
id=21013%3Adiretrizes-para-a-formacao-de-professores-sao-homologadas&catid=202&Itemid=86
Brasil. Congresso Nacional. (2001). Lei n. 10.172, de 9 de janeiro. Aprova o Plano Nacional de Educação
e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/
l10172.htm
Brasil. Ministério da Educação. (1998) Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. Brasília: MEC/SEF.
Brasil. Conselho Nacional de Educação. (1999). Parecer CNE/CEB n. 14. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Indígena. Brasília: MEC.
Brasil. Conselho Nacional de Educação. (1999). Resolução CNE/CEB n. 03. Diretrizes Nacionais para o funcionamento das escolas indígenas. Brasília: MEC.
Brasil. Congresso Nacional (1996). Lei n. 9.394, de 20 de dezembro. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
Carneiro da Cunha, M. (1999). Xamanismo e Tradução. In A. Novaes (org.). A Outra Margem do Ocidente (pp. 223-236). São Paulo: Companhia das Letras.
Carneiro da Cunha, M. (2009). “Cultura” e cultura: conhecimentos tradicionais e direitos intelectuais. In Cultura com aspas e outros ensaios (pp. 311-373). São Paulo: Cosac Naify.
Clastres, P. (2003). Troca e poder: filosofia da chefia indígena. In A Sociedade contra o Estado – pesquisas de antropologia política (pp. 45-63). São Paulo: Cosac & Naify.
Clastres, P. (2004). Arqueologia da Violência. São Paulo: Cosac & Naify.
Cohn, C. (2005). Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura, criança e cidadania ativa. Perspectiva, 23(02), 485-515.
Cohn, C. (2014). A Cultura nas Escolas Indígenas. In P. de N. Cesarino, & M. C. da Cunha. Políticas culturais e povos indígenas (pp. 313-338). 1ª. ed. São Paulo: Cultura Acadêmica.
Ferreira, P. R. N. (2010). Na remenda do céu com a terra: escolas diferenciadas não são Huni Kuĩ. (Dissertação
de Mestrado). Universidade Federal do Paraná, Curitiba.
Francheto, B. (2006). Notas em torno de discursos e práticas na educação escolar indígena. In L. D. B. Grupioni (org). Formação de professores indígenas: repensando trajetórias (pp. 191-198). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.
Francheto, B. (2010). Micol Brazzabeni, “La Scuola di Carta: una ricerca di antropologia dela formazione tragli insegnanti tikmu’un del minas gerais”. Etnográfica, 14 (2), 407-411. https://doi.org/10.4000/etnografica.344
Freire, P. (1967). Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Guerreiro Júnior, A. R. (2011) Aliança, chefia e regionalismo no Alto Xingu. Journal de la société des américanistes, 97(2), 99-133. https://doi.org/10.4000/jsa.11902
Grupioni, L. D. B. (2013). Quando a Antropologia se defronta com a Educação: formação de professores índios no Brasil. Pro-Posições, 24(2), 69-80. https://doi.org/10.1590/S0103-
Grupioni, L. D. B. (2008). Olhar Longe, porque o Futuro é Longe: cultura, escola e professores indígenas no Brasil. (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
Gusmão, N. M. M. (1997). Antropologia e Educação: Origens de um diálogo. Cad. CEDES, 18(43),8-25 . https://doi.org/10.1590/S0101-32621997000200002
Huni Kuin, J. P. M. et al. (2002). Índio do Acre: História e Organização. 2 ed. Rio Branco: Comissão Pró-Índio do Acre.
Lagrou, E. M. (1991). Uma Etnografia da Cultura Huni Kuin: Entre a Cobra e o Inca. (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Lagrou, E. M. (1998). Caminhos, Duplos e Corpos. (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
McCallum, C. (1998) Alteridade e Sociabilidade Kaxinauá: Perspectivas de uma antropologia da vida diária. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 13(38), 127-136. https://doi.org/10.1590/S0102-69091998000300008
McCallum, C. (2013). Intimidade com estranhos: Uma perspectiva Huni Kuin sobre confiança e a construção de pessoas na Amazônia. Mana, 19(1), 123-155. https://doi.org/10.1590/S0104-93132013000100005
McCallum, C. (2015). Espaço, pessoa e socialidade ameríndia: sobre os modos Huni Kuin de relacionalidade. Revista de Antropologia, 58(1), 224-256. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.102107
Sampaio, J. A. L. (2006). O resgate cultural como valor: reflexões antropológicas sobre a formação de professores indígenas. In L. D. B. Grupioni (org). Formação de professores indígenas: repensando trajetórias (pp. 165-174). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade.
Seeger, A., DaMatta, R., & Viveiros de Castro, E. (1979). A construção da pessoa nas sociedades indígenas brasileiras. Boletim do Museu Nacional, 32, 2-19.
Tassinari, A. M. I. (2001). Escola Indígena: novos horizontes teóricos, novas fronteiras de educação. In A. L. da Silva, & M. K. L. Ferreira (orgs). Antropologia, História e Educação: a questão indígena e a escola (pp. 44-70). São Paulo: Global.
Weber, I. (2004). Escola Kaxi: História, Cultura e aprendizado escolar entre os Kaxinawá do Rio Humaitá (Acre). (Dissertação de Mestrado). Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Weber, I. (2006). Um Copo de Cultura: os Huni Kuin do Rio Humaitá e a escola. Rio Branco: EDUFAC.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
1 Authors retain copyright to work published under Creative Commons - Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) which allows:
Share — copy and redistribute material in any medium or format
Adapt — remix, transform, and build upon material
In accordance with the following terms:
Attribution — You must give appropriate credit, provide a link to the license, and indicate if changes have been made. You must do so under any reasonable circumstances, but in no way that suggests that the licensor endorses you or your use.
Non-Commercial — You may not use the material for commercial purposes.
2 Authors are authorized to distribute the version of the work published in this journal, in institutional, thematic, databases and similar repository, with acknowledgment of the initial publication in this journal;
3 Works published in this journal will be indexed in databases, repositories, portals, directories and other sources in which the journal is and will be indexed.
