ENTRE CASAS Y TIEMPOS
LOS CAMINOS DE RICARDO RANGEL A TRAVÉS DE LA FOTOGRAFÍA MOZAMBIQUEÑA
DOI:
https://doi.org/10.5380/cra.v26in.%202.98851Resumen
En este artículo presento la trayectoria de Ricardo Rangel a través de la fotografía mozambiqueña, cuya carrera se desarrolló en medio de las transformaciones históricas y sociales del país. Con este fin, busco articular sus posiciones sociales y el contexto más amplio de acción y producción estética y política de su generación. El texto reflexiona sobre cuestiones de raza, nación, el campo periodístico y las prácticas fotográficas. En primer lugar, presento los años de formación de Rangel y sus actividades políticas y artísticas en conjunción con las de su generación. A continuación, analizo el campo periodístico y fotográfico mozambiqueño, específicamente el período de 1950 a 1975, con el fin de destacar la importancia de Rangel dentro de este universo de acciones, relaciones y cooperación. Por último, examino los usos de sus fotografías en distintos campos y convenciones, y el movimiento de las imágenes a través de periódicos, archivos y galerías.
Citas
Allina, E. (1997). “Fallacious Mirrors”: Colonial Anxiety and Images of African Labor in Mozambique, ca. 1929. History in Africa, 24, 9-52. https://doi.org/10.2307/3172017.
AMF. (1984). Moçambique: a terra e os homens. AMF.
Andrade, M. P. de. (1997). Origens do nacionalismo africano. Publicações Dom Quixote.
Angri, G. (1990). Karingana ua Karingana. Coop.
Assubuji, R., Cabaço, J. L., Gomes, A., Hayes, P., Honwana, L. B., Machel, G., Mota Lopes, J., Saúte, N., & Silva, C. da. (2014). Kok Nam: preto no branco. Marimbique.
Azevedo, L. de (Diretor). (2006). Ferro em brasa (Filme). LX Filmes & Ebano Multimedia.
Bastos, S. P. (2006). “In Mozambique, we didn’t have apartheid”: Identity constructions on interethnic relations during the “Third Portuguese Empire”. Cadernos de Estudos Africanos, 9/10, 77-99. https://doi.org/10.4000/cea.1220.
Bhabha, H. (1984). Of Mimicry and Man: The Ambivalence of Colonial Discourse. October, 28, 125-133. https://doi.org/10.2307/778467
Bourdieu, P. (1986). L’illusion biographique. Actes de la Recherche en Sciences Sociales, 62/63, 69-72.
Bulawayo, N. (2014). Precisamos de novos nomes. Biblioteca Azul.
Cabaço, J. L. (2009). Moçambique: identidade, colonialismo e libertação. Unesp.
Capela, J. (1996). A imprensa de Moçambique até a independência. In F. Ribeiro, & A. Sopa (Coord.). 140 anos de imprensa em Moçambique. Afrontamento.
Castelo, C., Thomaz, O. R., Nascimento, S., & Cruz e Silva, T. (2012). Introdução. In C. Castelo, O. R. Thomaz, S. Nascimento, & T. Cruz e Silva (Orgs.). Os outros da colonização (pp. 19-24). ICS.
Chiziane, P. (2008). O alegre canto da perdiz. Caminho.
Coelho, J. P. B. (2015). Abrir a fábula: questões da política do passado em Moçambique. Revista Crítica de Ciências Sociais, 106, 153-66. https://doi.org/10.4000/ rccs.5926
Couto, F. (Org.). (2008). Ricardo Rangel: Homenagem de Amigos. Ndjira.
Craveirinha, J. (2010). Antologia poética. UFMG.
Craveirinha, J. (2003). Entrevista. SCRIPTA, 6(12), 415-425.
Cruz e Silva, T. (1990). A ‘IV Região’ da FRELIMO no sul de Moçambique: Lourenço Marques, 1964-1965. Estudos Moçambicanos, 8, 127-141.
Dias, J. (1991). Photographic Sources for the History of Portuguese-Speaking Africa, 1870-1914. History in Africa, 18, 67-82. https://doi.org/10.2307/3172054
Enwezor, O., Oguibe, O., & Zaya, O. (Eds.). (1996). In/Sight: African Photographers 1940 To The Present. Guggenheim Museum.
Figueiredo, I. (2018). Caderno de memórias coloniais. Todavia.
Guebuza diz que que ‘moçambicanos de gema não querem a guerra’. (2013, Junho 23). Agência Lusa. https://www.noticiasaominuto.com/mundo/84537/guebuza-diz-que-mocambicanos-de-gema-nao-querem-a-guerra.
Guérios, P. R. (2011). O estudo de trajetórias de vida nas Ciências Sociais: trabalhando com as diferenças de escalas. Campos, 12(1), 9-29. https://doi.org/10.5380/cam.v12i1.28562
Hayes, P. (2014). Pão Nosso de cada noite: as mulheres e a cidade nas fotografias de Ricardo Rangel de Lourenço Marques, Moçambique (1950-60). In L. B. Honwana (Org.). Ricardo Rangel: insubmisso e generoso (pp. 63-84). Marimbique.
Hayes, P., & Assubuji, R. (2013). The Political Sublime: reading Kok Nam, Mozambican photographer (1939-2012). Kronos, 39(1), 20-66. http://www.scielo.org.za/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0259-01902013000100004&lng=en&tlng=en
Henriques, J. G., & Batista, F. (2016, Março 06). Racismo em português. Público. https://acervo.publico.pt/racismo-em-portugues.
Honwana, L. B. (2014a). Nós matamos o Cão-Tinhoso. Alcance.
Honwana, L. B. (Org.). (2014b). Ricardo Rangel: insubmisso e generoso. Marimbique.
Honwana, L. B. (2010). Revisitar Ricardo Rangel. Kulungwana.
Kilomba, G. (2019a). Desobediências poéticas. Pinacoteca de São Paulo.
Kilomba, G. (2019b). Memórias da plantação. Cobogó.
Langa, S. (2001). Retratos de uma vida. AHM.
Macagno, L. (2019). A invenção do assimilado. Paradoxos do colonialismo em Moçambique. Edições Colibri.
Machava, B. (2018). The Morality of Revolution: Urban Cleanup Campaigns, Reeducation Camps, and Citizenship in Socialist Mozambique (1974-1988) [Tese de doutorado, Universidade de Michigan].
Maloa, J. (2016). A urbanização moçambicana: uma proposta de interpretação [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo].
Mateus, D. (2012). Memórias do Colonialismo e da Guerra. Edições ASA.
Mendonça, F. (2014). Dos confrontos ideológicos na imprensa em Moçambique. In F. Mendonça, & C. Braga-Pinto. João Albasini e as Luzes de Nwandzengele (pp. 17-40). Alcance Editores.
Meneses, M. P. (2010). O ‘indígena’ africano e o colono ‘europeu’: a construção da diferença por processos legais. E-cadernos CES, 7. https://doi.org/10.4000/eces.403
Mota Lopes, J. (2014). Ricardo Rangel no texto dos seus contemporâneos. In L. B. Honwana (Org.). Ricardo Rangel: insubmisso e generoso (pp. 23-40). Marimbique.
Nam, K. (2010). Kok Nam: o homem por detrás da câmera. EPM.
Penvenne, J. M. (2012). Fotografando Lourenço Marques: a cidade e seus habitantes de 1960 a 1975. In C. Castelo, O. R. Thomaz, S. Nascimento, & T. Cruz e Silva (Orgs.). Os outros da colonização (pp. 173-192). ICS.
Pepetela. (2013). Mayombe. Leya.
Pereira, A. C. (2013, Março 14). Maputo, ontem e hoje. Público. https://fugas.publico.pt/Viagens/317339_maputo-ontem-e-hoje?pagina=-1.
Pomar, A. (2008, Agosto 14). Quatro fotógrafos de Moçambique: Ricardo Rangel, José Cabral, Mauro Pinto, Filipe Branquinho. Alexandre Pomar (blog). https://bit.ly/32fofz5.
Pontes, H. (1998). Destinos Mistos. Companhia das Letras.
Poole, D. (2005). An excess of description: ethnography, race and visual technologies. Annual Reviews in Anthropology, 34, 159-179. https://doi.org/10.1146/annurev.anthro.33.070203.144034
Rangel, R. (2004). Pão Nosso de Cada Noite. Marimbique, 2004.
Rangel, R. (1994). Ricardo Rangel: Fotógrafo de Moçambique. CCFM/ Editions Findakly.
Rangel, R. (2001). Ricardo Rangel: L’anima del Mozambico. Prearo Editore.
Rangel, R. (2002). Foto-jornalismo ou foto-confusionismo. UEM.
Rangel, R. (1996). Os primeiros passos de um fotojornalista famoso. In F. Ribeiro, & A. Sopa (Coord.). 140 anos de imprensa em Moçambique. Afrontamento.
Ribeiro, F., & Sopa, A. (Coord.). (1996). 140 anos de imprensa em Moçambique. Afrontamento.
Ribeiro, G. (2012). “É Pena Seres Mulato!”: Ensaio sobre relações raciais. Cadernos de Estudos Africanos, 23. https://doi.org/10.4000/cea.583
Rocha, A. (2006). Associativismo e nativismo em Moçambique. Texto Edições.
Rouille, A. (2009). A fotografia. Senac.
Saúte, N. (2014). Ricardo Rangel: nome tutelar e inspirador do fotojornalismo em Moçambique. In L. B. Honwana (Org.). Ricardo Rangel: insubmisso e generoso (pp. 41-50). Marimbique.
Schwarcz, L. (2013). Biografia como gênero e problema. História Social, 17(24), 51-73. https://doi.org/10.53000/hs.v17i24.1577
Sopa, A. (2001). Flashs sobre a actividade dos estúdios fotográficos em Lourenço Marques. In S. Langa. Retratos de uma vida. AHM.
Sopa, A. (2002). O Fotojornalismo em Moçambique. In B. Z’Graggen, & G. Neuenburg (Orgs.). Iluminando Vidas. Ricardo Rangel e a Fotografia Moçambicana. Christoph Merian Verlag.
Sorrini, A. (2013). Fotografia e forma breve: una narrativa del Mozambico [Tese de Doutorado, Universidade de Bolonha].
Spitzer, L. (2001). Vidas de entremeio. Ed. UERJ.
Sumich, J. (2008). Construir Uma Nação: Ideologias de Modernidade da Elite Moçambicana. Análise Social, 43(187), 319-345.
Sumich, J. (2018). The Middle Class in Mozambique: the state and the politics of transformation in Southern África. Cambridge University Press
Teixeira, J. P. (2012, Julho 17). A lente pertinente: Ricardo Rangel no “Pão nosso de cada noite” [Conferência]. Colóquio Sobre a Obra de Ricardo Rangel, Maputo, Moçambique.
Thomaz, O. R. (2006). “Raça”, nação e status: histórias de guerra e “relações raciais” em Moçambique. REVISTA USP, 68, 252-268.
Thomaz, O. R. (2002). Contextos Cosmopolitas: missões católicas, burocracia colonial e a formação de Moçambique. Estudos Moçambicanos, 19, 27-59.
Thompson, D. (2013). Aim, focus, shoot: photographic narratives of war, independence, and imagination in Mozambique, 1950 to 1993 [Tese de doutorado, Universidade de Minnesota].
Triana, B. (2020). Ensaios em preto e branco: arquivo, memória e cidade nas fotografias de Ricardo Rangel [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo].
Triana, B. (2022a). Desafios metodológicos para uma etnografia de arquivos: escavando arquivos pós-coloniais em Moçambique. Revista Antropolítica, 54(2), 385-410. https://doi.org/10.22409/antropolitica2022.i2.a49342
Triana, B. (2022b). Rastros, ruínas e decadência: contribuições para uma antropologia dos arquivos. Revista de Antropologia, 65(2), e197956. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2022.197956
Triana, B. (2023). Restos de passados, fragmentos de histórias: memória, temporalidade e cidade nas fotografias de Ricardo Rangel (1950-1975). Anuário Antropológico, 48(2), 145-168. https://doi.org/10.4000/aa.11104
Trouillot, M.-R. (2016). Silenciando o passado. huya.
Wekker, G. (2016). White innocence. Duke University Press.
Wells, L (Ed.). (2009). Photography: a critical introduction. Routledge.
Zamparoni, V. (2008). Vozes asiáticas e o racismo colonial em Moçambique. Lusotopie, XV(1), 59-75. https://doi.org/10.1163/17683084-01501005
Z’Graggen, B., & Neuenburg, G. (Orgs.) (2002). Iluminando Vidas: Ricardo Rangel e a Fotografia Moçambicana. Christoph Merian Verlag.
Z’Graggen, B., & Sansone, A. (Diretores). (2012). Sem flash (Filme). Sansonfilm.
FILMOGRAFIA
FERRO em brasa. Diretor: Licínio de Azevedo. Moçambique, 2006.
SEM flash. Diretores: Bruno Z’Graggen e Angelo Sansone. Suíça, 2012.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
1 Los autores conservan los derechos de autor del trabajo publicado bajo Creative Commons - Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) que permite:
Compartir: copiar y redistribuir material en cualquier medio o formato
Adaptar: remezclar, transformar y construir a partir del material.
De acuerdo con los siguientes términos:
Atribución: debe otorgar el crédito adecuado, proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se han realizado cambios. Debe hacerlo bajo cualquier circunstancia razonable, pero de ninguna manera que sugiera que el licenciante lo respalda a usted o su uso.
No comercial: no puede utilizar el material con fines comerciales.
2 Los autores están autorizados a distribuir la versión del trabajo publicado en esta revista, en repositorios institucionales, temáticos, bases de datos y similares, con reconocimiento de la publicación inicial en esta revista;
3 Los trabajos publicados en esta revista serán indexados en las bases de datos, repositorios, portales, directorios y demás fuentes en las que la revista esté y estará indexada.
