Entre Casas e Tempos: os caminhos de Ricardo Rangel pela fotografia moçambicana
DOI:
https://doi.org/10.5380/cra.v26in.%202.98851Resumo
Neste artigo, apresento a trajetória de Ricardo Rangel pela fotografia moçambicana, cuja carreira se desenvolveu em meio às transformações históricas e sociais do país. Para tanto, busco articular suas posições sociais e o contexto mais amplo de atuação e produção estética e política de sua geração. Dessa forma, o texto reflete sobre questões de raça, nação, campo jornalístico e práticas fotográficas. Em um primeiro momento, apresento os anos de formação e atuação política e artística de Rangel articulada à de sua geração. Em seguida, discuto o campo jornalístico e fotográfico moçambicano, especificamente do período de 1950 a 1975, de maneira a destacar a importância de Rangel dentro desse universo de ações, relações e cooperações. Por fim, examino os usos de suas fotografias entre campos e convenções, e o movimento das imagens pelos jornais, arquivos e galerias.
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