MADRE DERECHA: el uso de la maternidad en el discurso antifeminista de la extrema derecha
DOI:
https://doi.org/10.5380/am.v31i1.101428Resumen
Este artículo analiza la instrumentalización de la maternidad en el discurso antifeminista de parlamentarias de la extrema derecha brasileña, tomando como estudio de caso las publicaciones de Ana Campagnolo y Priscila Costa en Instagram. Los resultados revelan dos estrategias distintas: Campagnolo prioriza contenidos formativos (48%) y el uso de carruseles (30%) para consolidar argumentos ideológicos, mientras que Costa adopta un enfoque performativo, con énfasis en videos (55%) y en la “lacración” (35%) para vincular maternidad con humanización. Ambas refuerzan la maternidad patriarcal (O’Reilly, 2013), omitiendo desigualdades estructurales y cooptando lenguajes feministas con fines conservadores (Faludi, 2001). El estudio problematiza cómo Instagram potencia tanto la pedagogía reaccionaria como la banalización del debate, evidenciando contradicciones entre la retórica del “empoderamiento” y el mantenimiento de jerarquías de género.
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