Cinema, memória e transformação: o documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem como dispositivo de reflexão social
Resumo
O cinema tem se consolidado como ferramenta de transformação social ao expandir possibilidades sensoriais por meio das imagens em movimento. O documentário AmarElo - É Tudo Pra Ontem (2020), dirigido por Fred Ouro Preto e protagonizado por Emicida, adota um tom conciliador ao resgatar histórias de grupos marginalizados no Brasil. Este estudo analisa como o filme atua como mediador histórico e social, investigando sua abordagem conciliadora e seu impacto na percepção dos espectadores. São analisados qualitativamente a composição cinematográfica e os discursos do documentário para entender como suas imagens e narrativas resgatam histórias silenciadas e promovem um olhar mais inclusivo sobre a realidade brasileira. O estudo mostra que o documentário vai além da trajetória de Emicida, pois ressignifica a memória histórica do país, desafiando narrativas hegemônicas.
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