Precisa-se sempre de inventores mas ainda se procuram os inovadores
DOI:
https://doi.org/10.5380/2238-0701.2016n12p99-118Palavras-chave:
Invenção, Inovação, Gênese instrumental, Mediação instrumental, Zona proximal de desenvolvimento da instrumentação.Resumo
Por diversas razões e há décadas, a questão da inovação na educação é brandida como um slogan por numerosos dirigentes políticos mas também por um número razoável de pedagogos. A mediatização da formação está no centro desta problemática na qual se misturam, demasiadas vezes e sem distinção, as questões com origem na invenção de novas práticas e do papel que nelas desempenham as tecnologias, as que se ligam à socialização destas invenções e aquelas relativas à sua utilidade real. Muito cedo Geneviève Jacquinot-Delaunay iniciou múltiplos trabalhos que concorrem para elucidar esta problemática. Ela procura mostrar, nomeadamente, como e porquê a especificidade dos media nunca é tomada em conta, mas também procura elaborar propostas visando melhor compreender os processos de inovação e o seu acompanhamento e controlo. Este artigo discute as noções de invenção e de inovação na senda dos trabalhos de Geneviève Jacquinot-Delaunay e da comunidade científica para a animação da qual ela contribui fortemente numa perspetiva interdisciplinar. Convoca o modelo da instrumentação digital da atividade e as suas duas dimensões subsequentes da mediação e da génese instrumentais para apreender os processos de invenção e de inovação. Propõe, enfim, o modelo de zona proximal de desenvolvimento da instrumentação que confronta sumariamente à realidade da política atual de implantação massiva de tablets táteis no ensino escolar.
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