COMUNICAÇÃO ORONASAL E EXPOSIÇÃO ÓSSEA POR DOENÇA PERIODONTAL E LESÃO REABSORTIVA DENTÁRIA EM UM GATO - RELATO DE CASO

Helena Baggio Soares, Rogério Ribas Lange, Dejoara de Angelis Zvoboda, Marcos Vinicius Almeida Moraes

Resumo


Doenças orais em gatos são de elevada prevalência. No entanto, mesmo diante da grande incidência, tais afecções ainda são subdiagnosticadas. As principais enfermidades orais nessa espécie são a lesão de reabsorção dentária, a doença periodontal e fraturas dentárias. Essas alterações frequentemente causam dor oral, podendo desencadear inapetência e anorexia. Um gato, sem raça definida, 15 anos, castrado, foi atendido no Hospital Veterinário com histórico de inapetência, perda de peso progressiva e prostração há mais de 30 dias. Na avaliação física, constatou-se que o paciente fazia movimentos repetitivos de abrir e fechar a boca, apresentava halitose, sialorreia e dor em cavidade oral. Na avaliação odontológica sob anestesia geral foi observada importante exposição dos ossos incisivo, maxilar e palatino esquerdos com sinais de invasão do osso palatino direito. Também havia comunicação oronasal e cálculo dentário em grande quantidade, mobilidade dentária, retração gengival e bolsa periodontal. Nas imagens radiográficas intra-orais documentou-se alteração óssea em região de caninos superiores esquerdo (204) e direito (104) e perda de definição de ligamento periodontal em incisivos, caninos e molares superiores (anquilose). O dente 204 apresentava sinal de reabsorção dentária grave em raiz, perda de osso alveolar, fratura com exposição de polpa e alteração de coloração. O pré-molar superior esquerdo (206) apresentou reabsorção em coroa. Os inferiores apresentaram anquilose grave e reabsorção dentária do dente pré-molar inferior esquerdo (307). Os achados permitiram diagnosticar doença periodontal (DPO), lesão reabsortiva dentária felina (LRDF), fratura dentária e exposição óssea dos ossos incisivo, maxilar e palatino esquerdos. Dada a grave evolução do problema, concluiu-se que nenhum tratamento odontológico poderia melhorar os sinais clínicos, tampouco a qualidade de vida do paciente. Destarte, o proprietário optou pela eutanásia. Este relato evidencia o potencial de evolução negativo das afecções da cavidade oral quando não diagnosticadas e tratadas precocemente.


Palavras-chave


doenças orais; dor oral; reabsorção dentária

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v15i5.77094

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