ASSOCIAÇÃO ENTRE OS ACHADOS LABORATORIAIS E DE IMAGEM PARA O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES E GATOS: UM ESTUDO DE 22 CASOS

Nathalia Tianny Gonçalves, Sabrina Nascimento Ferreira, Rosana Pietras Baransk, Guilherme Dallazen Aguiar, Carina De Fátima Guimarães Dallazen

Resumo


A doença renal crônica é progressiva e irreversível. Diante disso, o monitoramento deve ser realizado em todos os pacientes, pois sua detecção precoce é o fator mais importante para auxiliar no delineamento de um prognóstico mais favorável. Como cada biomarcador tem funções específicas e diferentes sensibilidades e especificidades, o método mais eficaz de diagnóstico implica na utilização de vários marcadores de forma conjunta. O objetivo deste trabalho foi abordar as características laboratoriais e ultrassonográficas da doença renal crônica (DRC), assim como o uso de diferentes biomarcadores de função renal, com a finalidade de instituir melhor tratamento e monitoração do paciente. Para realizar o presente estudo os pacientes foram selecionados sem predileção por espécie, raça ou idade. Os dados coletados de 22 pacientes foram provenientes de um centro médico veterinário particular localizado na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Os pacientes foram submetidos à ultrassonografia abdominal realizada com o aparelho Esaote MyLab™Gamma, após tricotomia da região abdominal, com o animal em decúbito dorsal e utilizando gel como meio de contato para transmissão ultrassônica. As principais alterações renais encontradas foram alterações de ecogenicidade (13/22), perdas da relação corticomedular (19/22), redução na perfusão renal ao doppler (22/22), aumento das dimensões habituais (3/22) e perda da morfologia (3/22). Após a tricotomia e assepsia do local, foi obtida a amostra de sangue colhida da veia jugular dos pacientes para realizar exames de ureia, creatinina e dimetilargininina simétrica (SDMA). Os resultados variaram de 40 a 114 mg/dL para a ureia (referência utilizada 15,0 - 50,0 mg/dL na espécie canina e 10,0 – 60,0 mg/dL na espécie felina), 0,7 a 1,8 mg/dL para a creatinina (0,5 a 1,5 mg/dL em cães e 0,5 a 1,7 mg/dL para gatos) e 12,5 a 61,1 µg/dL para a SDMA (referência utilizada 0,0 a 14,0 µg/dL). No presente estudo, 15 de 22 pacientes apresentaram aumento da ureia, 5 de 22 aumento da creatinina e, por fim, 18 de 22 animais demonstraram aumento de SDMA. Os resultados do estudo foram compatíveis com a literatura consultada, indicando que as concentrações séricas de ureia e creatinina têm baixa sensibilidade, sendo a dosagem de SDMA mais fidedigna como biomarcador precoce de lesão renal e monitoramento de pacientes nefropatas. O diagnóstico específico e sensível da doença renal crônica favorece o prognóstico, auxiliando na escolha de um protocolo terapêutico adequado e na manutenção da qualidade de vida dos animais diagnosticados.

Palavras-chave


DRC; nefropatias; SDMA; ultrassonografia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v15i5.76826

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