USO DA FISIOTERAPIA NO PÓS-OPERATÓRIO DE EXCISÃO ARTROPLÁSTICA DA CABEÇA E COLO FEMORAL EM UM CANINO – RELATO DE CASO

Eduardo Lux, Marina Soethe, Giovanna Costa Grotti, Talita Caballero Wang, Anna Carolina Montichel, Bruna Marcelino, Kelly Mota Fernandes, Fabiano Zanini Salbego

Resumo


O presente relato objetivou a promoção do relaxamento da contratura muscular, associado ao fortalecimento e ganho de massa muscular, e o alívio da dor decorrente do pós-operatório de excisão artroplástica da cabeça e colo femoral. Foi encaminhado ao setor de fisioterapia do hospital veterinário da UDESC, um canino, macho, Bull Terrier e com dois anos de idade, apresentando histórico de trauma e claudicação em membro pélvico direito. Ao exame ortopédico, observou-se elevação do trocanter maior e rotação externa do membro pélvico direito, indicando um quadro de luxação coxofemoral, o qual foi confirmado ao exame radiográfico, estando associado a uma fratura no colo femoral. O animal foi encaminhado para o procedimento cirúrgico, sendo optado pela excisão artroplástica da cabeça e colo do fêmur direito. Após três semanas de pós-operatório, observou-se claudicação, com ausência de apoio do membro pélvico direito ao solo e presença de atrofia muscular significativa com grau moderado de contratura do quadríceps femoral. O tratamento fisioterapêutico constituiu-se de massagem na modalidade effleurage sobre a região médio-proximal da musculatura do quadríceps femoral direito, por fricção direta com pressão moderada, durante 5 min ininterruptos. O ultrassom terapêutico foi empregado no modo pulsado, dosimetria de 0,5 W/cm2, por um período de 5 min, sendo aplicado em movimentos circulares sobre a região do músculo glúteo superficial. A eletroterapia foi realizada com quatro eletrodos aplicados em orientação bipolar sobre os músculos quadríceps e bíceps femoral, utilizando-se corrente FES, frequência de 50 Hz, pulso de 200 μs e ciclos de 12 s, seguidos por 36 s de descanso (relação on:off 1:3), durante 10 min. A hidroterapia por turbilhonamento foi realizada com imersão parcial do membro até o nível do trocanter maior do fêmur a 40 oC por 15 min. O protocolo era finalizado com caminhada controlada na guia durante 20 min, com alternância da superfície de apoio e do ângulo de inclinação da pista. O protocolo instituiu-se por dez sessões, com intervalos de 48 horas entre cada sessão. Em relação à evolução, o apoio do membro acometido ao solo começou a ser observado a partir da 3ª sessão, sendo que ao término da 10ª sessão, o animal apresentava apoio contínuo do membro, com descarga adequada do peso corporal. Com a resposta positiva do paciente ao tratamento, as caminhadas controladas na guia passaram a ser realizadas pelos proprietários. Considera-se que a massagem terapêutica tenha estimulado receptores periféricos, provendo relaxamento e mobilização muscular, melhorando o retorno venoso e linfático. Atribuiu-se ao ultrassom, a melhora da analgesia, a diminuição da rigidez articular, o aumento do fluxo sanguíneo e a redução dos espasmos musculares, enquanto que a eletroterapia e a hidroterapia auxiliaram no fortalecimento muscular e na melhora da circulação sanguínea. À cinesioterapia atribuíram-se o fortalecimento muscular e a reeducação do movimento (VICENTE; HUMMEL, 2019).  Sendo assim, pode-se concluir que o protocolo fisioterapêutico empregado demonstrou-se eficaz e seguro para o restabelecimento do uso funcional do membro acometido, resultando em ganho de massa muscular, maior amplitude de movimento articular e melhora no apoio do membro ao solo.

Palavras-chave


cinesioterapia; eletroterapia; hidroterapia; massagem; ultrassom

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v15i5.76291

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