VIABILIDADE DE KEFIR COM DIFERENTES MÉTODOS DE INCORPORAÇÃO EM RAÇÃO PELETIZADA

Bruna Barnei Saraiva, Leandro Dalcin Castilha, Paula Martins Olivo, Bruna Moura Rodrigues, Paulo Cesar Pozza, Magali Soares dos Santos Pozza

Resumo


A utilização de probióticos na dieta de coelhos melhora o consumo e a digestibilidade dos nutrientes, entretanto pesquisas são necessárias para verificar a melhor forma de sua incorporação na ração. O objetivo do presente estudo consistiu em analisar a utilização de crioprotetores e a viabilidade do probiótico kefir com diferentes métodos de incorporação em ração peletizada para coelhos. Os tratamentos foram: T1 ração controle (sem adição de kefir), T2 ração com kefir in natura dessorado (6,76%), T3 kefir dessorado e liofilizado aplicado por banho de óleo após peletização (1%) e T4 kefir dessorado e liofilizado incorporado anteriormente à peletização (1%). O delineamento foi em esquema fatorial 4x4, sendo quatro rações experimentais e quatro tempos de avaliação. Como crioprotetores para a liofilização foram testados leite desnatado reconstituído (LDR, 12%) e sacarose (10%), verificando-se maior número de células sobreviventes para a sacarose (10%). Após incorporação do probiótico na ração, aos 0, 15, 30 e 45 dias de armazenamento, as amostras foram submetidas à contagem total de bactérias láticas, aeróbios mesófilos, leveduras e coliformes por meio de diluições decimais. A viabilidade das bactérias láticas decresceu de forma significativa (P<0,05) ao longo da vida de prateleira das rações em todos os tratamentos e a partir do tempo 15 dias não houve contagem significativa (P>0,05) de coliformes nas amostras. A sacarose como crioprotetor propiciou a manutenção de células viáveis de bactérias e leveduras na ração por 45 dias.

Palavras-chave


crioprotetores; liofilização; microbiologia; probióticos; vida de prateleira

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v24i4.68519