O USO DA BIXINA COMO ANTIOXIDANTE NATURAL EM DIETAS DE FRANGOS DE CORTE FORMULADAS COM ÓLEO DE SOJA FRESCO OU OXIDADO

Fabiana Golin Golin Luiggi, Peterson Dante Gavasso Pacheco, Aline Mondini Calil Racanicci, Elisângela de Souza Miranda Muynarsk, Marcia Maria Pereira Sartori, José Roberto Sartori

Resumo


A adição de óleos e gorduras na dieta de frangos de corte é bastante comum, uma vez que esses ingredients são boas fontes de energia. No entanto, estes ingredientes sofrem facilmente deterioração através da oxidação lipídica, e o consumo de alimentos ou ingredientes oxidados pode prejudicar o desempenho dos frangos de corte. Com o objetivo de avaliar as propriedades antioxidantes da bixina adicionada à dieta de frangos de corte formulada com óleo de soja fresco ou oxidado, foi realizado um experiment com 1000 frangos de corte, machos, de 1 dia de idade, Ross 308. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado e disposto em fatorial 3 × 2 + 2, com oito tratamentos e cinco repetições de 25 aves cada. Os tratamentos foram 1) Dieta basal (DB) + óleo de soja fresco (OF); 2) DB + óleo de soja oxidado (OO); 3) DB + OF + 0,05% de bixina; 4) DB + OO + 0,05% de bixina; 5) DB + FO + 0,10% de bixina; 6) DB + OO + 0,10% de bixina; 7) DB + FO + BHT (controle positivo 1); e 8) DB + OO + BHT (controle positivo 2). Apesar de terem sido observados efeitos antioxidantes na carne de peito e coxa em alguns momentos, a bixina não pode ser recomendada como uma alternativa natural ao BHT. A inclusão de bixina na dieta dos frangos de corte melhorou a conversão alimentar e reduziu a gordura abdominal, contudo, o uso desse aditivo e de outros carotenóides na dieta dos frangos de corte exige cautela, uma vez que o excesso pode apresentar efeito negativo na qualidade da carne, aumentando a oxidação lipídica devido ao efeito pró-oxidante, e reduzindo a shelf-life. O uso de óleo de soja oxidado degomado prejudica a conversão alimentar e aumenta a deposição de gordura abdominal em frangos de corte.


Palavras-chave


aditivo; qualidade de carne; oxidação lipídica; urucum

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/avs.v25i2.67918

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