Seria Heidegger um kantiano? Um diálogo com Vinicius de Figueiredo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/sk.v23i3.101374

Palavras-chave:

Kant, Heidegger, Nietzsche, metafísica, perspectivismo, subjetividade

Resumo

O artigo tem como ponto de partida o diálogo com Vinicius de Figueiredo a propósito de meu livro Nietzsche, perspectivismo e democracia, onde proponho uma leitura kantiana do perspectivismo nietzschiano. Depois de repassar as principais linhas de minha argumentação, tanto no livro como no artigo em que reagi às objeções de Figueiredo, procuro mostrar que, ao contrário do que eu afirmava na época, a filosofia de Heidegger em Ser e tempo também pode ser lida na mesma chave. Para tanto, recorro ao § 23 da obra, onde Heidegger dialoga com o texto Como orientar-se no pensamento?, de Kant, acerca da eventual “subjetividade” do espaço. Embora o “ser-no-mundo”, a exemplo da “vontade de poder” nietzschiana, represente uma tentativa de superar a oposição kantiana entre “sujeito” e “objeto”, haveria em ambos certo resquício de “subjetividade” — a garantir, segundo defendo, a vocação ao mesmo tempo metafísica e antidogmática da filosofia.

Biografia do Autor

Fernando Costa Mattos, UFABC

Professor associado de Filosofia na Universidade Federal do ABC.

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Publicado

2026-01-31

Como Citar

Costa Mattos, F. (2026). Seria Heidegger um kantiano? Um diálogo com Vinicius de Figueiredo. Studia Kantiana, 23(3), 27–37. https://doi.org/10.5380/sk.v23i3.101374

Edição

Seção

Artigos