A imaginação na reflexão estética
síntese e espontaneidade imaginativa na Crítica da faculdade de julgar
DOI:
https://doi.org/10.5380/sk.v24i1.102764Palabras clave:
imaginação, juízo estético, faculdade de julgar reflexionante, esquematismo sem conceitos, livre jogo das faculdadesResumen
O artigo investiga o papel da imaginação na reflexão estética kantiana, conforme desenvolvida na Crítica da faculdade de julgar, enfocando a possibilidade de uma função sintética específica da imaginação no âmbito estético. O problema central é determinar se o caráter estético da imaginação rompe com sua função cognitiva na Crítica da razão pura ou se há um fundo comum entre ambos os domínios. Contra interpretações que limitam a imaginação estética à mera apresentação <Darstellung>, sustenta-se que existe uma síntese imaginativa vinculada à sensibilidade enquanto sentimento. Argumenta-se que o “esquematismo sem conceitos” (§35) deve ser entendido como sensificação da unidade do juízo de gosto, produzida no livre jogo entre imaginação e entendimento pela faculdade de julgar reflexionante. Essa síntese explica a pretensão à universalidade dos juízos estéticos e a continuidade entre os domínios cognitivo e estético, mostrando a reflexão estética como dimensão essencial da atividade imaginativa transcendental.
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