O estatuto do progresso nos opúsculos de Kant na década de 1780

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5380/sk.v24i1.101069

Palavras-chave:

Kant, progresso, esclarecimento, educação, filosofia da história, razão

Resumo

O presente artigo, em sua proposta mais geral, pretende expor a noção de progresso mobilizada pela filosofia da história de Kant em seus opúsculos publicados da década de 1780. De um ponto de vista mais específico, recorrendo aos opúsculos Ideia de uma história universal com um propósito cosmopolita (1784); Resposta à pergunta: O que é esclarecimento? (1784); e Começo conjectural da história humana (1786), o presente artigo tenciona apresentar a hipótese geral de acordo com a qual Kant concebe a história a partir de fundamentos antropológicos do progresso, isto é, o progresso deve ser buscado a partir do ser humano e com vistas a fins estritamente humanos.

Biografia do Autor

Gabriel Martins Ferreira, Universidade de Brasília

Graduado em filosofia pela Universidade de Brasília. Mestre em filosofia pela Universidade de Brasília. Atualmente doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (PPG-FIL) sob orientação do profº. Dr. Alexandre Hahn. Este trabalho foi financiado com recursos do Edital DPG nº. 001/2025.

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

Martins Ferreira, G. (2026). O estatuto do progresso nos opúsculos de Kant na década de 1780. Studia Kantiana, 24(1), 63–83. https://doi.org/10.5380/sk.v24i1.101069

Edição

Seção

Artigos