Corpos matáveis: assassinatos de pessoas transexuais e travestis no Brasil e as resistências possíveis

Autores

  • Débora Coward Fogliatto Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS

Palavras-chave:

Transexuais, LGBT, violência

Resumo

A violência contra pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Brasil vitimou uma pessoa trans a cada dois dias no país em 2020. Organizações da sociedade civil apontam que o Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo. A partir de um levantamento e análise de dados, esse artigo se propõe a pensar nas formas como o Estado se omite diante dessas violências, a partir de uma lógica que coloca certos corpos como “inimigos”. Desviantes da norma, os corpos de pessoas transexuais e travestis são facilmente convertidos em corpos “matáveis” e, ainda, corpos não passíveis de serem lamentados socialmente. Por fim, busca-se analisar as possibilidades de resistência encontradas na política representativa para as pessoas cujos corpos são tão facilmente considerados matáveis.  

Biografia do Autor

Débora Coward Fogliatto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS

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Publicado

2026-02-04

Como Citar

Coward Fogliatto, D. (2026). Corpos matáveis: assassinatos de pessoas transexuais e travestis no Brasil e as resistências possíveis. Sociologias Plurais, 12(1). Recuperado de https://revistas.ufpr.br/sclplr/article/view/80117