Da invisibilidade ao reconhecimento: a (im)posição das periferias nas lutas pela cidadania urbana

Fillipi Lúcio Nascimento

Resumo


A despeito dos discursos de “igualdade de direitos” e de “impessoalidadedas leis” que intercalam a narrativa democrática brasileira, tradicionalmente, o exercício efetivo de uma cidadania urbana esteve vinculado a estritas noções de civilidade operadas em benefício de poucos e em detrimento de muitos. As periferias constituem um reflexo ambíguo desse processo. Ao mesmo tempo em que se apresentam como retratos das injustiças perpetradas contra os menos favorecidos, delas decorrem forças distintas (complementares ou excludentes) de contestação dessas injustiças, expressas na ressignificação do próprio sentido de exercício da cidadania, fazendo-a valer pelo uso da violência ou inscritas na apropriação e mobilização dos recursos políticos à disposição para subverter as lógicas de desigualdade em operação. Partindo do pressuposto de que os critérios de elucidação das categorias mobilizadas pelos distintos atores que integram a cena urbana brasileira informam a narrativa do ponto de vista daqueles que o ocupam o lugar de fala, neste artigo, articulamos conceitos da teoria sociológica dos conflitos em torno dos discursos dos “sujeitos periféricos” para refletirmos sobre as condições de exercício de uma cidadania citadina no Brasil.

Palavras-chave


Cidade; Cidadania; Conflitos urbanos; Periferias.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.5380/sclplr.v5i1.68215

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




©2018 - SOCIOLOGIAS PLURAIS – Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná

Email: sociologiasplurais@gmail.com | Endereço: Rua General Carneiro, 460 - 9º andar | 80.60-150

Curitiba - PR | Universidade Federal do Paraná