OS SENTIDOS DO ENVELHECIMENTO

Giseli Gontarski

Resumo


Este artigo tem como objetivo principal discutir a experiência de envelhecimento de doze homens e mulheres, com idades entre 68 e 95 anos. A pesquisa de campo foi realizada na cidade de Mafra, no interior de Santa Catarina. A velhice é um fenômeno complexo, pois apresenta em sua essência uma ambiguidade: ao mesmo tempo em que aparece como sinônimo de doença, inatividade, dependência e declínio, essa etapa da vida também pode ser encarada como o tempo da liberdade, de conquistas e vivacidade. A pesquisa demonstrou que os significados atribuídos ao envelhecimento são variados, pois existem diversas formas de envelhecer, tanto positivas – melhoria da condição de vida; novas formas de sociabilidade –, quanto negativas – como sinônimo de doença, inscrevendo a velhice nos indivíduos. Mas as entrevistas revelaram ainda que há uma grande distância entre os discursos elaborados sobre o envelhecimento e a forma que os entrevistados efetivamente experimentam essa etapa da vida. Ao falar da velhice eles acabam negando sua condição de velho. Em contraposição a isso, quando os velhos pesquisados contam suas experiências cotidianas como um todo, eles se auto definem velhos. E nesse momento não é a velhice sinônimo de perda e decadência que está sendo mencionada e sim uma outra velhice, bem mais positiva, que considera sobretudo as trajetórias individuais.

Palavras-chave


Velhice, Experiência, Doença, Trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/sclplr.v0i1.64799

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