MILITÂNCIA E RELIGIÃO NO PASSADO E NO PRESENTE DA LUTA PELA TERRA

Valter Lúcio de Oliveira

Resumo


Grande parte dos militantes que se engajaram na luta pela terra na origem do MST tinham uma forte vinculação religiosa. Era um momento em que a Teologia da Libertação estava no auge e muitas organizações vinculadas, particularmente à igreja Católica, ganharam grande expressão social. Atualmente boa parte dos militantes formados nesse período mantém sua militância política, mas se afastaram da militância religiosa. Por outro lado, os militantes que estão à frente da luta pela terra atualmente não chegam a este engajamento a partir da religião. A “fonte” de militância é muito mais diversificada e suas trajetórias bastante distintas daquelas que deram origem ao MST. A partir da análise da trajetória de alguns militantes, alguns “originários” das bases religiosas rural e outros da classe média urbana, se pretenderá com esse artigo apontar elementos de análises para a compreensão dos motivantes da ação militante. Ressalta-se que esta análise está baseada em trabalho de campo realizada em dois assentamentos e um acampamento do Rio Grande do Sul e conforma um dos temas abordados em minha tese doutoral.

Palavras-chave


Movimento Sem Terra; Luta pela Terra; Teologia da Libertação

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DOI: http://dx.doi.org/10.5380/sclplr.v0i1.64797

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