Conhecimento narrativo como alternativa em distopias do século XXI escritas por mulheres
DOI:
https://doi.org/10.5380/rvx.v17i4.87003Palavras-chave:
Distopia, Narrativa distópica, Conhecimento narrativo, Literatura escrita por mulheresResumo
Em romances como The Telling, de Ursula K. Le Guin, Midnight Robber, de Nalo Hopkinson, e The Year of the Flood, de Margaret Atwood, o conhecimento narrativo, ou seja, aquele sistematizado a partir de histórias populares, cria espaços democráticos que permitem que uma noção não-excludente de humanidade se desenvolva. O conhecimento narrativo se apresenta como contraponto à visão restritiva totalizadora do pensamento científico capitalista e permite que as protagonistas destas obras afirmem a si mesmas, suas culturas e suas comunidades de maneira que uma nova forma de viver seja possível. Longe de serem tratados contra a ciência, essas narrativas distópicas resgatam a importância do diálogo entre as diversas formas de conhecimento para que a humanidade englobe, de fato, todos os humanos e não apenas grupos específicos. A partir das considerações de Jean-François Lyotard, Ailton Krenak e Sandra Harding, este trabalho discute como esses romances questionam a natureza do conhecimento e propõem formas mais plurais de se encarar o mundo. Nessas distopias de violência e miséria, o conhecimento narrativo é aquele que abre espaço para o horizonte utópico e para a esperança de um futuro menos desigual.
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